A participação feminina no trabalho em casa superou a masculina em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as mulheres ocupadas, 12,5% exerciam suas atividades principalmente em casa, enquanto a proporção entre os homens era de 5%.
No conjunto da população ocupada, o trabalho em casa correspondia a 7,9%. O percentual ficou acima do registrado antes da pandemia e foi mais que o dobro do observado no início da série histórica, em 2012. No mesmo ano, 60,2% dos trabalhadores atuavam no próprio local das empresas.
Evolução da proporção
Em 2019, antes do início da emergência sanitária, 5,8% da população ocupada trabalhava de casa. O primeiro resultado posterior à pandemia foi registrado em 2022, quando a taxa chegou a 8,4%, o maior nível da série histórica. Depois, o indicador caiu para 7,9% em 2024 e permaneceu nesse patamar em 2025.
Os dados fazem parte do estudo Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho - 2025, divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (23). A série começa em 2012, mas não há resultados para 2020 e 2021 porque a pesquisa não foi realizada nesses anos em razão da pandemia.
O levantamento considera o principal local de trabalho e não inclui trabalhadores domésticos nem pessoas que atuam no serviço público. Também não mede separadamente a alternância entre trabalho presencial e trabalho em casa. Nos casos de regime híbrido, a classificação depende de onde a pessoa trabalha durante a maior parte dos dias.








