São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Tarifas dos EUA entram na pauta de encontro do G20 em Milwaukee

Márcio Elias Rosa afirma que reunião com Jamieson Greer foi combinada e que equipes técnicas continuam trocando documentos.

Tarifas dos EUA entram na pauta de encontro do G20 em Milwaukee

A negociação das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil deve avançar em uma reunião prevista para Milwaukee, no estado americano do Wisconsin, durante o encontro dos ministros de Finanças do G20. O compromisso está marcado para 30 de setembro a 1º de outubro.

O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira (14) que participará da conversa com Jamieson Greer, embaixador e chefe do Escritório de Comércio dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também estará no encontro.

Rosa disse que a reunião já foi combinada com o governo americano. Até lá, as equipes técnicas dos dois países continuam trabalhando e trocando documentos. “Agora nós estamos só trocando documentos e encaminhando essa próxima reunião”, afirmou.

Questionado sobre os temas que serão discutidos e sobre a existência de um possível acordo, o ministro não detalhou a pauta nem respondeu se havia um esboço de entendimento entre Brasil e Estados Unidos.

Tarifas em vigor

A reunião mais recente entre os dois governos para tratar das medidas ocorreu em 31 de agosto. Na ocasião, representantes brasileiros disseram que consideravam injusto e discriminatório o tratamento dado ao Brasil pela Casa Branca.

Em nota divulgada pelo governo Lula (PT), Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira afirmaram que o Brasil não concorda com as medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos, por considerá-las incompatíveis com as regras multilaterais de comércio.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam duas tarifas sobre produtos brasileiros. Uma delas é de 25%, sob a alegação de práticas comerciais desleais. A outra, de 12,5%, está relacionada a supostas falhas no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Essa cobrança substituiu a tarifa global de 10%, que vigorou até julho.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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