O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (18) que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque parte da sociedade associa o Executivo e o Judiciário a um mesmo sistema de poder.
Segundo Edinho, os conflitos entre ministros do STF também atingem o ambiente político e provocam desgaste para a campanha petista. Ele disse, porém, que Lula se posicionou corretamente ao defender a investigação de ministros que tiveram ligações espúrias com o Banco Master, independentemente de quem fosse atingido.
“A crise penaliza o incumbente, aquele que está no poder e na frente do governo”, declarou o presidente do PT. Para ele, o Judiciário é visto pela sociedade como um poder que deve estar acima de qualquer suspeita por ser responsável por arbitrar conflitos.
Disputa eleitoral
Edinho afirmou que o eleitor indeciso deverá comparar os governos de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro para decidir seu voto. Na avaliação dele, essa comparação mostrará diferenças entre os projetos políticos de Lula e de Flávio Bolsonaro.
O presidente do PT também defendeu uma discussão sobre reforma política. Ele disse que a sociedade está refém de um Congresso que funciona como um “balcão de negócios”. Ao mesmo tempo, afirmou que o governo Lula manteve representação de todos os partidos, exceto os que estavam claramente na oposição.
Ao criticar Flávio Bolsonaro, Edinho afirmou que o grupo político ligado a ele tentou aplicar um golpe de Estado e arquitetou a morte de rivais políticos. A declaração fez referência às acusações que levaram à condenação de Jair Bolsonaro e de aliados próximos em julgamento do STF ocorrido em outubro do ano passado.
Edinho também criticou a posição do opositor sobre armamentos e segurança pública. Ao mencionar a pandemia de covid-19 e a gestão de Jair Bolsonaro, afirmou: “Quem abriu 700 mil covas não pode falar em cuidado da população”.
O presidente do PT reconheceu que o governo Lula pode ter cometido erros e citou a necessidade de aprimorar a gestão do gasto público. Ainda assim, disse que o projeto petista é diferente do defendido por seus adversários, especialmente em relação ao papel do Estado e às acusações de tentativa de golpe e planejamento de assassinatos.






