O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira 17 que esperava represálias e que não tem nada a temer em meio à crise envolvendo o Banco Master na Corte. Em nota, ele disse ter sido advertido sobre possíveis ataques depois de levar adiante diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, recebidos pela Polícia Federal por determinação do magistrado.
“Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, declarou Mendonça. Na mesma manifestação, o ministro citou o filósofo Schopenhauer ao mencionar ataques pessoais como estratégia usada em debates.
Na terça-feira 15, conversas de Vorcaro que mencionam Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques vieram a público. Os diálogos foram extraídos de um celular de Vorcaro que passou por perícia. Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar Mendes solicitaram acesso aos dados do aparelho.
Mendonça havia negado o acesso ao conteúdo. Segundo ele, o material permanecia intocado em seu gabinete e nem mesmo ele conhecia as mensagens. Ainda assim, disponibilizou os dados por determinação do presidente do STF, Edson Fachin.
Disputa sobre a atuação da PF
Moraes também acusou Mendonça de interferir na atuação da Polícia Federal nos casos Banco Master e INSS. Mendonça era o relator desses processos até Fachin assumir os casos.
A acusação foi baseada em um relatório da Polícia Federal. O documento afirma que Mendonça determinava diligências de ofício e queria receber informações constantes sobre as ações da corporação, atribuição da própria instituição.
Ao concluir a nota, Mendonça afirmou que continuará exercendo suas funções apesar das acusações. “Nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, escreveu.







