A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta sexta-feira 2, um mandado de busca e apreensão contra o deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição, nas dependências da Assembleia Legislativa do Paraná. A ordem foi expedida pela Justiça Eleitoral para apurar possíveis ilícitos eleitorais, e o procedimento tramita sob sigilo.
Moraes foi ex-coordenador da pré-campanha de Sergio Moro, quando o senador estava no União Brasil, e é apontado como seu maior apoiador na Assembleia Legislativa do Paraná.
Segundo a PF, a decisão judicial foi tomada após a coleta de informações sobre movimentações financeiras consideradas atípicas. A corporação citou operações com volume expressivo de dinheiro em espécie e afirmou que a investigação busca verificar a origem, a destinação e uma eventual relação dos recursos com infrações eleitorais.
A apuração começou após uma denúncia sobre um saque de cerca de 300 mil reais que teria sido feito por um assessor. De acordo com o relato, o valor foi colocado em uma mochila, e o assessor tentou fugir.
Durante a abordagem, Moraes disse às autoridades que o dinheiro era dele, tinha origem lícita e estava registrado em sua declaração de Imposto de Renda. Na ocasião, ele também telefonou para seu advogado. Depois, os policiais foram à agência bancária para conversar com funcionários e seguiram para um escritório político associado ao parlamentar.
A operação teve como finalidade recolher documentos, registros, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer os fatos, informou a Polícia Federal.
A Assembleia Legislativa do Paraná confirmou a presença dos policiais em suas instalações. A instituição afirmou, porém, que não recebeu uma notificação formal da corporação e desconhece o teor exato do processo investigado.
Mauro Moraes está em seu sexto mandato consecutivo na Casa Legislativa do Paraná. Ele iniciou a trajetória parlamentar em 2003 e também foi vereador da capital.







