ITÁLIA — A redução nos preços dos combustíveis adotada por Eni, IP e Esso começou a valer junto com a diminuição prevista do corte nos impostos sobre o diesel. O governo italiano negocia a adesão da Q8, mas agricultores e transportadores afirmam que a medida é insuficiente e defendem ações estruturais.
O Ministério das Empresas e do Made in Italy informou que o preço médio da gasolina em regime de autoatendimento na rede rodoviária nacional caiu de 2,159 para 2,152 euros por litro. No diesel, a média passou de 2,377 para 2,369 euros. Nas rodovias, os valores médios são de 2,214 euros para a gasolina e 2,420 euros para o diesel.
Nas estações Eni e Enilive, o limite anunciado para o sistema de autoatendimento é de 1,99 euro por litro para a gasolina e de 2,19 euros para o diesel. Os preços já estavam aplicados em vários pontos de Roma. Não houve filas significativas no Lácio, na Lombardia e na Toscana, embora uma estação em Nápoles tenha informado o fim do combustível armazenado.
A rede da Q8 tem 2900 postos na Itália. Caso a empresa participe do acordo, a cobertura alcançará 52% da rede nacional, considerando também os quase 4 mil postos da Eni e os 4500 das marcas ligadas à companhia estatal azeri SOCAR. A empresa anunciou preços moderados nos postos do antigo grupo API, mas deixou os valores sob responsabilidade dos distribuidores locais.
A Assopetroli-Assoenergia, que representa postos privados vinculados às marcas, reuniu seu comitê de presidência para avaliar os efeitos da iniciativa da Eni sobre a concorrência. A associação pediu que o limite de preços também seja aplicado aos fornecimentos, para evitar distorções no mercado.
Na Sicília, um grupo de tratores ocupa desde a manhã de segunda-feira uma estrada nacional na província de Caltanissetta. Os agricultores protestam contra o aumento do combustível e dos custos de produção. “já não conseguimos continuar, não queremos morrer de fome”, disseram produtores ligados ao sindicato Agrisat.
Os transportadores rodoviários sicilianos anunciaram uma paralisação de 16 a 20 de outubro. Eles afirmam não ter recebido resposta do governo nacional ao pedido de intervenção e disseram que não movimentarão seus semirreboques nos portos da Sicília.







