São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Alta dos combustíveis amplia tensão social e desafia governos em vários países

França enfrenta mobilizações de pescadores e temor de retorno dos coletes amarelos após novos recordes nos preços.

Alta dos combustíveis amplia tensão social e desafia governos em vários países

A alta dos preços do diesel e da gasolina desencadeou protestos e medidas de resposta em diferentes países. Na França, o aumento ganhou peso político com a aproximação da eleição presidencial e reacendeu o temor de uma nova mobilização dos coletes amarelos, movimento que sacudiu o país entre 2018 e 2019.

Uma pesquisa do instituto Odoxa-Backbone divulgada nesta quinta-feira (17) indica que 88% da população francesa prevê o ressurgimento do movimento. O diesel chegou a € 2,29 (R$ 13,54) por litro, após alta de 3,4 centavos em poucos dias. A gasolina alcançou média de € 2,15 (R$ 12,71), perto do maior valor histórico.

Mobilização na França

Antigas figuras dos coletes amarelos voltaram a se manifestar nas redes sociais. Os líderes de esquerda Fabien Roussel e Marine Tondelier também convocaram a população para protestos. Duas manifestações sindicais contra o aumento do custo de vida estão marcadas para 29 de setembro e 17 de outubro, com apoio do Partido Socialista e da França Insubmissa.

Pescadores bloquearam, desde o início da semana, o acesso a um depósito de petróleo em Frontignan, no sul da França. Cerca de uma centena de manifestantes permanecia no local na manhã desta quinta-feira, enquanto outros grupos começaram a bloquear portos franceses.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou na quarta-feira (16) a prorrogação, até 31 de dezembro, das ajudas sociais destinadas aos combustíveis. Para os pescadores, o auxílio subirá de 25 para 35 centavos por litro. O gabinete do premiê afirmou que o valor volta ao “nível máximo autorizado pela Comissão Europeia”.

Protestos em outros países

Na Bolívia, centenas de agricultores protestaram contra a duplicação do preço do diesel determinada pelo governo, medida que também pressiona os preços dos alimentos. Na Síria, o governo interino elevou em até 40% o preço da gasolina, provocando manifestações em várias cidades.

Nos Estados Unidos, o diesel superou US$ 6 por galão (3,785 litros), com alta superior a 60% em um ano. A gasolina atingiu média nacional de aproximadamente US$ 4,30 por galão. A Moody's calcula que o aumento represente para uma família americana uma despesa adicional de cerca de US$ 1.300 por ano.

O diesel é essencial para transporte, agricultura, pesca e logística. A alta do petróleo eleva custos de produção e distribuição, pressiona alimentos e serviços e reduz o poder de compra.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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