São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Agricultores da União Europeia recebem menos, enquanto custos sobem

Preços agrícolas caíram 5,8% no segundo trimestre de 2026, enquanto energia, fertilizantes e rações ficaram mais caros.

Agricultores da União Europeia recebem menos, enquanto custos sobem

Os agricultores da União Europeia receberam preços menores por seus produtos no segundo trimestre de 2026, enquanto os custos dos insumos aumentaram. Dados da Eurostat mostram que os preços da produção agrícola recuaram 5,8% em relação ao mesmo período de 2025, na terceira queda anual consecutiva.

No mesmo intervalo, os preços médios de bens e serviços consumidos na agricultura subiram 4,7%. A categoria inclui energia, fertilizantes e rações para animais. A combinação reduziu a margem de lucro dos agricultores, segundo a avaliação apresentada por ministros da Agricultura da União Europeia em 28 de setembro.

O leite teve uma das maiores quedas: o preço médio recebido pelos produtores ficou 16,6% abaixo do registrado um ano antes. Os cereais recuaram 5,6%. Entre os custos, energia e lubrificantes subiram 22%, enquanto fertilizantes e corretivos de solos ficaram 13,4% mais caros.

Diferenças entre os países

Os preços da produção agrícola diminuíram em 20 países da União Europeia. A maior retração ocorreu na Dinamarca, com 17,2%, seguida pela Irlanda, com 16,2%. Já os preços dos fatores de produção aumentaram em todos os Estados-membros. Os maiores avanços foram registrados na Lituânia, com 16,4%, e na Romênia, com 11,7%.

Organizações agrícolas espanholas pediram apoio ao ministro da Agricultura, Luis Planas, em 22 de setembro, diante do aumento do custo do diesel e dos fertilizantes. Os agricultores disseram que poderiam realizar protestos caso o governo não adotasse medidas.

Na França, a alta dos combustíveis provocou manifestações de agricultores e bloqueios de pescadores. O governo francês anunciou a ampliação de medidas específicas de apoio aos combustíveis.

A Comissão Europeia anunciou, em 17 de julho, uma dotação de 540 milhões de euros para compensar agricultores afetados por perdas associadas ao aumento dos custos de fertilizantes e energia decorrente da crise no Médio Oriente. A França recebeu cerca de 107,1 milhões de euros, e a Espanha, 50,2 milhões de euros. Cabe às autoridades nacionais definir a destinação dos recursos.

Em 28 de setembro, os ministros também discutiram medidas de longo prazo previstas no plano de ação para fertilizantes da Comissão Europeia, publicado em maio. O objetivo é ampliar o acesso e a disponibilidade desses produtos e reforçar a resiliência do abastecimento interno da União Europeia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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