São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Comissão Europeia sugere meta menor para reservas de gás e pede corte no consumo

Carta de Dan Jørgensen recomenda reduzir a demanda de gás e eletricidade, mas afirma que não há risco imediato ao abastecimento da UE.

Comissão Europeia sugere meta menor para reservas de gás e pede corte no consumo

A Comissão Europeia recomendou que os governos da União Europeia reduzam a demanda por gás e eletricidade e considerem uma meta de armazenamento de 80%, em vez de insistirem no objetivo de 90%. A orientação foi apresentada pelo comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, em uma carta enviada às capitais do bloco.

Jørgensen afirmou que não há, no momento, risco imediato para a segurança do abastecimento. A carta, porém, alerta que os níveis de armazenamento estão excepcionalmente baixos e que a pressão sobre preços e oferta pode piorar com a aproximação do inverno.

Reservas e preços

As reservas de gás da UE estão preenchidas em cerca de 70%, 12 pontos percentuais abaixo do nível registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com os dados mais recentes da Gas Infrastructure Europe.

O índice holandês TTF, referência europeia para o preço do gás natural, está em torno de 72 euros por MWh. O valor subiu 40 euros por MWh desde os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro. Analistas alertam que o preço pode superar 100 euros por MWh durante o inverno se as exportações de gás natural liquefeito do Golfo não aumentarem ou se a manutenção na Noruega prolongar as restrições às exportações.

A carta relaciona a pressão nos mercados à continuidade das perturbações no Médio Oriente e à concorrência de países asiáticos por cargas de gás natural liquefeito. A Comissão avalia que comprar grandes volumes em um mercado já pressionado pode elevar ainda mais os preços. Por isso, Jørgensen encorajou os governos a distribuir as compras por um período mais longo e evitar uma corrida tardia ao armazenamento.

Medidas de redução

O comissário pediu que os governos mantenham ou adotem ações capazes de reduzir o consumo de gás e eletricidade pelo tempo necessário. Entre as medidas citadas estão a diminuição do uso de eletricidade nos horários de pico, o incentivo à transferência do consumo por meio de medidores inteligentes e tarifas de varejo, a limitação da temperatura em edifícios públicos, restrições ao aquecimento externo e o desligamento da iluminação pública considerada desnecessária durante a noite.

A redução do consumo de eletricidade nos horários de maior demanda pode diminuir o uso de gás em usinas termelétricas, aliviando a pressão sobre o abastecimento e sobre as tarifas de eletricidade. Segundo a carta, famílias e empresas estão sensíveis às contas de energia, enquanto os governos enfrentam pressão para proteger os consumidores de um novo aumento de preços.

As medidas recomendadas não são obrigatórias. Jørgensen afirmou que ações voluntárias e planejadas de redução da demanda foram úteis durante a crise energética de 2022 e que as lições daquele período podem ser aplicadas à situação atual.

Planos de emergência

O comissário também chamou a atenção dos ministros para os planos nacionais de emergência. Esses documentos incluem instrumentos mais rigorosos, que podem ser ativados caso as condições piorem, como contratos de gás interrompíveis e a conversão de usinas elétricas movidas a gás para outros combustíveis.

A Comissão Europeia considera que uma taxa de armazenamento de 80% pode ser suficiente para garantir a segurança durante o inverno nas condições atuais. A avaliação busca equilibrar a necessidade de manter reservas e o risco de pressionar ainda mais os preços com compras concentradas.

Na carta, Jørgensen classificou o sistema energético da UE como mais resiliente do que antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas ainda distante de uma situação confortável. O documento resume o cenário como uma crise de preços associada a uma crise de abastecimento, embora ressalte que não há escassez física imediata nem risco atual para a segurança do fornecimento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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