São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rússia propõe novos impostos para financiar despesas militares

Ministério das Finanças prevê elevar tributos sobre cidadãos, empresas e compras no exterior diante do aumento do déficit público.

Rússia propõe novos impostos para financiar despesas militares

O governo russo propôs uma série de aumentos de impostos para reforçar o orçamento federal e financiar despesas militares. O Ministério das Finanças afirma que os recursos serão usados para equipar as Forças Armadas, modernizar empresas do complexo militar-industrial, pagar militares e apoiar suas famílias.

A medida ocorre enquanto o déficit federal alcançou 5,8479 trilhões de rublos no primeiro semestre, equivalente a 60,447 bilhões de euros, conforme dados oficiais. No fim de julho, o rombo correspondia a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) anual, quase o dobro da previsão inicial para todo o ano.

O fundo de reserva da Rússia caiu para 1,6% do PIB, e o governo passou a contrair empréstimos junto a bancos nacionais. O crescimento econômico também perdeu ritmo após superar 4% ao ano em 2023–2024. A previsão oficial para este ano é de expansão de 0,6%, depois de uma retração no primeiro trimestre e de uma recuperação limitada no segundo.

Medidas propostas

O projeto de alteração do Código Fiscal prevê elevar de 13% a 15% para uma faixa de 13% a 22% a tributação sobre rendimentos considerados passivos. A categoria inclui juros de depósitos bancários, dividendos, operações com valores mobiliários, venda de bens e contratos de seguro e doação.

Segundo a estimativa do economista Dmitry Polevoy, a mudança pode gerar entre 500 e 700 bilhões de rublos adicionais por ano. O Ministério das Finanças afirma que as alterações devem atingir cerca de 4 milhões de russos, aproximadamente 2,74% da população, mas não devem incluir os rendimentos de participantes da guerra.

Outra proposta é cobrar Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de 22% sobre compras em lojas online estrangeiras. Também está prevista uma taxa de 100 rublos para encomendas do exterior de até 200 euros, atualmente isentas de direitos aduaneiros.

No Conselho da Federação, foi sugerido ainda elevar a tributação de trabalhadores independentes. Andrei Epishin, vice-presidente da comissão de orçamento e mercados financeiros, defendeu que estafetas e motoristas que trabalham em regime de tempo integral paguem pelo menos 13%, em vez da alíquota atual de 4% a 6% para trabalhadores independentes.

Para grandes empresas, o Ministério das Finanças propôs um imposto sobre lucros extraordinários. A cobrança seria de 30% sobre rendimentos adicionais de algumas companhias do setor de mineração e metalurgia e de 20% para empresas de extração de ouro.

Pressão sobre o orçamento

O Ministério das Finanças apresentou um projeto de orçamento para três anos com déficit anual próximo de 2% do PIB. O documento define como prioridade o financiamento da defesa e da segurança, além do apoio social a participantes da guerra e suas famílias.

Os programas nacionais Máquinas-ferramenta e Sistemas aéreos não tripulados também receberão recursos. Ao longo de três anos, o financiamento deverá chegar a 135,7 bilhões de rublos, ou 1,4 bilhão de euros, no primeiro programa, e a 103,3 bilhões de rublos, ou 1,06 bilhão de euros, no segundo.

Analistas citam o aumento da despesa pública, os custos da guerra, o adiantamento de contratos estatais e a queda das receitas em meio às sanções e à volatilidade dos mercados de matérias-primas como fatores do déficit. Ataques ucranianos contra refinarias e armazéns e os gastos para combatê-los também ampliaram a pressão sobre as contas públicas.

O governo russo havia negado anteriormente a possibilidade de elevar impostos. O porta-voz presidencial Dmitry Peskov disse, dez dias antes da eleição para a Duma de Estado, que o tema não estava em discussão. Em maio deste ano, o ministro das Finanças, Anton Siluanov, também afirmou que não havia aumento de impostos em análise.

O índice de sentimento dos consumidores calculado pelo Levada Center caiu para 94 pontos no verão, ante 116 pontos na primavera e no verão de 2025. Segundo o instituto, resultados abaixo de 100 indicam um sentimento mais negativo do que positivo. O texto também registra aumento dos preços dos combustíveis, escassez de gasolina e prejuízos para pequenas empresas após ataques de drones contra refinarias e greves envolvendo as plataformas Wildberries e Ozon.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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