São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Coreia do Sul cobra desculpas de Kiev por divulgação de prisioneiros norte-coreanos

Seul afirma que a Ucrânia violou um acordo de confidencialidade ao revelar a transferência de dois soldados para o país.

Coreia do Sul cobra desculpas de Kiev por divulgação de prisioneiros norte-coreanos

O gabinete do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, exigiu uma explicação oficial e um pedido de desculpas da Ucrânia pela divulgação da transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos para Seul. O governo sul-coreano afirma que Kiev desrespeitou um acordo de confidencialidade entre os dois países.

A controvérsia começou depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, revelar que os dois soldados haviam sido enviados à Coreia do Sul. Zelenskyy também disse que não é fácil capturar combatentes norte-coreanos vivos. A declaração provocou reação de Lee, que classificou a divulgação como decepcionante em uma mensagem publicada na plataforma X.

O assessor de Zelenskyy, Dmytro Lytvyn, afirmou que o presidente apenas tornou público o fato de os militares terem sido entregues à Coreia do Sul. Segundo Lytvyn, seria incomum fazer a transferência em segredo.

Seong Ghi-hong, secretário presidencial sênior para a comunicação, disse em comunicado divulgado no domingo à noite que Seul avalia outras medidas relacionadas ao caso. Para ele, além da violação do acordo, a negativa do gabinete de imprensa da Presidência ucraniana sobre a existência de um compromisso de sigilo prejudicou a confiança entre os governos.

Os dois soldados foram capturados pela Ucrânia no início do ano passado, entre militares norte-coreanos enviados para combater ao lado das forças russas. Um deles relatou que fazia parte de uma unidade de reconhecimento. Também afirmou que alguns norte-coreanos receberam treinamento para operar equipamentos militares russos, mas que ele não passou por essa formação.

O militar disse ter ingressado nas forças armadas aos 17 anos e continuar servindo desde então. Um deputado sul-coreano afirmou que os dois prisioneiros desejavam viver uma vida normal no Sul da península.

Analistas avaliam que a disputa pode elevar a tensão entre Seul e a Coreia do Norte. Park Won-gon, professor da Universidade Ewha Womans, disse que o governo sul-coreano pode temer que a confirmação pública da transferência fortaleça a hostilidade norte-coreana.

A crise também pode dificultar pedidos ucranianos por armamentos. A Coreia do Sul ainda não forneceu armas letais à Ucrânia, citando uma proibição interna de apoio militar a países em guerra. O país, porém, vinha analisando solicitações de equipamentos defensivos desde o envio de tropas norte-coreanas para apoiar a Rússia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5