KIEV — A capital da Ucrânia foi alvo de um novo ataque durante a madrugada desta terça-feira (29), com explosões e acionamento dos sistemas de defesa antiaérea. Jornalistas relataram uma ofensiva combinada com drones e mísseis, enquanto a Força Aérea ucraniana alertou para a aproximação de “novos mísseis balísticos”.
O ataque ocorreu um dia depois de um drone russo atingir a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, no centro histórico de Kiev. Segundo um balanço provisório divulgado pelo presidente Volodymyr Zelensky, uma mulher morreu e seis pessoas ficaram feridas. O edifício atingido foi construído no século 19, e parte da estrutura foi destruída pelas chamas.
Os feridos foram encaminhados a um hospital. Equipes de resgate atuaram no combate ao incêndio e procuraram possíveis vítimas sob os escombros. Em uma publicação no Facebook, a Academia Nacional de Ciências afirmou que o episódio foi “um ataque contra a ciência, a educação e a cultura ucranianas”.
Intensificação dos ataques
Kiev vem enfrentando, nas últimas semanas, uma sequência mais intensa de bombardeios russos. Os alvos mencionados incluem centros comerciais, postos de gasolina e instalações ferroviárias. A Ucrânia também ampliou operações de longo alcance contra estruturas na Rússia ligadas à logística e ao esforço de guerra de Moscou.
A proximidade do inverno no Hemisfério Norte aumentou, para o governo ucraniano, a preocupação com novos ataques à rede de energia do país. Na semana passada, Zelensky pediu aos aliados ocidentais mais ajuda militar, especialmente sistemas Patriot de fabricação americana, capazes de interceptar mísseis balísticos.
Tropas norte-coreanas
Na noite de segunda-feira (28), Zelensky declarou que mais de 8 mil soldados norte-coreanos estavam em território russo. O presidente também disse que Pyongyang se preparava para enviar cerca de 10 mil soldados adicionais para apoiar Moscou na guerra contra Kiev.
Em uma publicação na rede social X, o líder ucraniano afirmou que os militares estavam “sendo selecionados para receber treinamento e, em seguida, serem mobilizados na Rússia”. Estimativas de autoridades ucranianas e sul-coreanas indicam que a Coreia do Norte enviou entre 14 mil e 15 mil soldados à Rússia desde 2024. A maioria foi deslocada para a região fronteiriça de Kursk, para ajudar a repelir uma incursão ucraniana.







