Andrew Mountbatten-Windsor, antigo príncipe britânico, recebeu 302 mil libras de indenização após deixar Royal Lodge, residência onde vivia havia muitos anos. O valor foi pago porque o contrato de arrendamento foi encerrado antes do prazo previsto, informou o Patrimônio da Coroa na sexta-feira.
O contrato, assinado em 2003, tinha duração de 75 anos. Ao sair do imóvel, Mountbatten-Windsor deixou de cumprir integralmente o acordo, mas tinha direito à indenização por abandonar a residência antes do término previsto.
Desconto nas despesas de Royal Lodge
A indenização foi descontada dos 1,8 milhões de libras que, segundo o Patrimônio da Coroa, ele devia em reparos no imóvel. Com isso, a cobrança restante ficou em cerca de 1,5 milhões de libras.
O órgão afirmou que o contrato de Royal Lodge terminou e que agora concentra esforços no uso futuro da propriedade e na geração de valor financeiro para o país com o retorno antecipado do imóvel.
Depois de sair de Royal Lodge em fevereiro, o ex-príncipe mudou-se para uma casa na propriedade de Sandringham, no leste da Inglaterra. O local pertence ao rei Carlos III.
A saída ocorreu em meio ao aumento do escrutínio sobre as relações de Mountbatten-Windsor com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O rei Carlos III retirou do irmão mais novo o título de príncipe e determinou que ele deixasse Royal Lodge no ano passado.
Em fevereiro, a polícia revistou a residência durante seis dias como parte de uma investigação sobre alegações de má conduta em funções públicas relacionadas à relação com Epstein. Mountbatten-Windsor nega qualquer irregularidade. Na quinta-feira, ele venceu um recurso judicial depois que a polícia reconheceu que os mandados de busca eram ilegais.
O contrato de arrendamento previa ainda que André gastasse 7,5 milhões de libras em obras de renovação e fizesse um pagamento inicial de 1 milhão de libras. A permanência dele na residência também havia gerado críticas porque pagava uma renda simbólica pelo imóvel.







