São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Canadá negocia adesão a empréstimo europeu de € 90 bilhões para a Ucrânia

Participação permitiria a Kiev comprar armas de empresas canadenses, enquanto Ottawa assumiria parte proporcional dos juros do programa.

Canadá negocia adesão a empréstimo europeu de € 90 bilhões para a Ucrânia

O Canadá manifestou interesse em participar do empréstimo de apoio à Ucrânia de 90 bilhões de euros criado pela União Europeia, informou nesta sexta-feira a Comissão Europeia. As conversas técnicas entre as partes estão em andamento.

A adesão permitiria que a Ucrânia comprasse armas e munições de empresas canadenses, sem se submeter às exigências de “Fabricado na Europa” aplicadas à linha de crédito. Em contrapartida, o Canadá teria de assumir uma parcela dos juros anuais, calculada conforme o benefício obtido por suas empresas. Os detalhes da contribuição canadense ainda estão em negociação.

O empréstimo foi criado pelos líderes da União Europeia para cobrir dois terços das necessidades financeiras e militares da Ucrânia em 2026 e 2027. O terço restante deve ser financiado por outros aliados ocidentais.

Os recursos são obtidos por meio da emissão conjunta de dívida e geram cerca de 3 bilhões de euros em pagamentos anuais de juros. A despesa é dividida proporcionalmente entre 24 Estados-membros. Hungria, Eslováquia e Chéquia receberam uma dispensa desse regime.

Até agora, Bruxelas desembolsou quase 15 bilhões de euros, e novas parcelas estão previstas para breve. O Reino Unido, um dos principais doadores da Ucrânia, tornou-se em julho o primeiro país de fora da União Europeia a aderir ao programa.

A Comissão Europeia também pediu a outros parceiros que aumentem suas contribuições. A Noruega anunciou recentemente 9 bilhões de dólares para 2027. A iniciativa ocorre enquanto a Ucrânia busca apoio dos aliados para enfrentar um déficit orçamentário crescente, agravado pela escalada russa e pelo bloqueio no mar Negro.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, convidou nesta semana o Canadá a se tornar o primeiro “membro associado” do bloco. A possível adesão ao mecanismo de crédito ocorre durante um movimento para ampliar e aprofundar os laços entre Ottawa e Bruxelas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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