O Canadá manifestou interesse em participar do empréstimo de apoio à Ucrânia de 90 bilhões de euros criado pela União Europeia, informou nesta sexta-feira a Comissão Europeia. As conversas técnicas entre as partes estão em andamento.
A adesão permitiria que a Ucrânia comprasse armas e munições de empresas canadenses, sem se submeter às exigências de “Fabricado na Europa” aplicadas à linha de crédito. Em contrapartida, o Canadá teria de assumir uma parcela dos juros anuais, calculada conforme o benefício obtido por suas empresas. Os detalhes da contribuição canadense ainda estão em negociação.
O empréstimo foi criado pelos líderes da União Europeia para cobrir dois terços das necessidades financeiras e militares da Ucrânia em 2026 e 2027. O terço restante deve ser financiado por outros aliados ocidentais.
Os recursos são obtidos por meio da emissão conjunta de dívida e geram cerca de 3 bilhões de euros em pagamentos anuais de juros. A despesa é dividida proporcionalmente entre 24 Estados-membros. Hungria, Eslováquia e Chéquia receberam uma dispensa desse regime.
Até agora, Bruxelas desembolsou quase 15 bilhões de euros, e novas parcelas estão previstas para breve. O Reino Unido, um dos principais doadores da Ucrânia, tornou-se em julho o primeiro país de fora da União Europeia a aderir ao programa.
A Comissão Europeia também pediu a outros parceiros que aumentem suas contribuições. A Noruega anunciou recentemente 9 bilhões de dólares para 2027. A iniciativa ocorre enquanto a Ucrânia busca apoio dos aliados para enfrentar um déficit orçamentário crescente, agravado pela escalada russa e pelo bloqueio no mar Negro.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, convidou nesta semana o Canadá a se tornar o primeiro “membro associado” do bloco. A possível adesão ao mecanismo de crédito ocorre durante um movimento para ampliar e aprofundar os laços entre Ottawa e Bruxelas.







