São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Mundo

Tribunal chinês prevê responsabilização por conteúdos de IA que violem direitos

Novas diretrizes tratam de réplicas digitais sem consentimento, informações falsas e demora de provedores em remover conteúdos ilícitos.

Tribunal chinês prevê responsabilização por conteúdos de IA que violem direitos

Provedores de serviços de inteligência artificial poderão ser responsabilizados judicialmente se não agirem rapidamente após serem informados de que seus sistemas produziram conteúdos que violam direitos de outras pessoas. A previsão está nas novas diretrizes anunciadas pelo Supremo Tribunal chinês nesta segunda-feira 7.

As normas estabelecem critérios para ações relacionadas ao uso da IA. Entre os casos previstos estão a criação ou a distribuição, sem consentimento, de réplicas digitais reconhecíveis de outras pessoas. A regra alcança rostos e vozes clonados, incluindo conteúdos classificados como deepfakes.

As diretrizes também abrangem disputas sobre discriminação de preços realizada por meio de algoritmos e circulação de informações falsas geradas por inteligência artificial. O texto oferece ainda caminhos legais para pessoas que tenham o rosto alterado digitalmente e usado na divulgação de acusações sexuais falsas e difamatórias.

O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu o reforço da consciência sobre os riscos da tecnologia e pediu que a IA seja segura e controlável. As novas regras foram apresentadas enquanto a China disputa com os Estados Unidos espaço em um setor considerado crucial por Pequim.

Segundo Tao Kaiyuan, vice-presidente do Tribunal, as diretrizes procuram “equilibrar o desenvolvimento e a segurança”. A declaração consta de uma transcrição de entrevista coletiva publicada no site do tribunal.

O avanço de ferramentas capazes de reproduzir de maneira convincente a aparência e a voz de pessoas reais ampliou os casos tratados pelas normas. A partir das diretrizes, a falta de resposta rápida dos provedores, depois de notificados sobre possíveis violações, poderá integrar as ações judiciais relacionadas a esses conteúdos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5