MOSCOU — Duas pessoas morreram neste domingo (20) em ataques de drones contra Moscou e a região metropolitana, informou o governador regional, Andrei Vorobyov. Os ataques ocorreram no último dia das eleições legislativas russas, que renovam as 450 cadeiras da Duma Estatal, a Câmara Baixa do Parlamento.
Vorobyov afirmou que 249 drones foram derrubados na região de Moscou e que houve danos em áreas residenciais. As vítimas, segundo o governador, eram uma mulher de 44 anos e um homem idoso, mortos em locais diferentes. Em outra área atingida, 400 pessoas foram retiradas depois que a queda de um drone provocou um incêndio em um prédio.
“O ataque continua”, escreveu Vorobyov no Telegram durante a madrugada de domingo.
Danos em refinaria
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que a defesa antiaérea russa abateu pelo menos 186 drones durante a noite. Ele não indicou a origem dos aparelhos. Sobyanin também relatou danos em uma instalação da refinaria de petróleo de Moscou. Não houve registro imediato de vítimas no local, e equipes de emergência foram mobilizadas.
Os ataques ocorreram no terceiro e último dia da eleição legislativa, iniciada na manhã de sexta-feira (18). Os primeiros resultados são esperados após o encerramento da votação, previsto para o fim da tarde deste domingo.
O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, é apontado como vencedor. A disputa também inclui o KPRF, o LDPR, o Rússia Justa e o Novas Pessoas, legendas autorizadas a concorrer e que apoiam Putin e, em diferentes graus, a continuidade da guerra na Ucrânia.
A oposição exilada, excluída do pleito, convocou russos contrários à guerra a votar contra o partido de Putin ao meio-dia deste domingo.
Os bombardeios ocorreram apesar de declarações de Donald Trump sobre um compromisso de Ucrânia e Rússia para interromper ataques contra infraestruturas energéticas. Volodymyr Zelensky disse que a Ucrânia adotaria medidas de desescalada se a Rússia fizesse o mesmo. O Kremlin classificou a proposta como uma boa ideia. Zelensky planeja se reunir com Trump na próxima semana, em Nova York, e afirmou esperar a retomada das negociações diretas depois das eleições russas.







