São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Embaixador dos EUA critica preferência da UE por armas fabricadas na Europa

Andrew Puzder afirmou que a política pode fragmentar a indústria de defesa transatlântica e afastar aliados da União Europeia.

Embaixador dos EUA critica preferência da UE por armas fabricadas na Europa

O embaixador dos Estados Unidos junto à União Europeia, Andrew Puzder, criticou a preferência do bloco por armamentos fabricados na Europa. Para ele, a política pode afastar aliados e fragmentar a base industrial de defesa transatlântica, favorecendo os adversários europeus.

Durante a cúpula Defesa e Espaço, em Bruxelas, Puzder defendeu que a escolha de equipamentos militares seja baseada na capacidade e na disponibilidade, e não no local de fabricação. “Só os nossos inimigos beneficiam quando deixamos de nos concentrar em garantir que dispomos das armas mais eficazes, apoiando a nossa defesa mútua”, afirmou.

A Comissão Europeia e os Estados-membros apresentaram propostas para ampliar a participação de fabricantes europeus e reduzir a dependência de equipamentos produzidos nos Estados Unidos. As medidas são discutidas em meio a sinais de tensão na aliança transatlântica durante a administração de Donald Trump.

O Pentágono tem se oposto à orientação, embora o governo norte-americano pressione os aliados europeus da NATO a assumir maior independência na própria defesa. As ameaças de Trump de tomar a Gronelândia à força e a redução do apoio financeiro e militar à Ucrânia deram impulso à defesa de uma produção militar europeia.

As propostas, porém, dividiram os governos da União Europeia. Alguns advertiram contra um protecionismo excessivo, considerando a capacidade industrial dos Estados Unidos. Na terça-feira, o comandante militar da NATO, Alexus Grynkewich, também disse ao Parlamento Europeu que estabelecer, em normas, preferências pelo local de fabricação de equipamentos militares beneficia os adversários da Europa.

Puzder elogiou a autorização para a compra de equipamentos de defesa norte-americanos destinados à Ucrânia dentro do empréstimo de 90 bilhões de euros concedido pelo bloco a Kiev. Ele afirmou que Washington defenderá regras semelhantes nas próximas políticas de defesa e disse que a Comissão Europeia informou não pretender impedir compras de armas dos Estados Unidos com recursos nacionais dos países-membros.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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