A escola primária de Thymaina, uma pequena ilha no leste do mar Egeu, funciona neste ano com apenas dois alunos. O esvaziamento populacional tem levado ao fechamento ou à suspensão de atividades escolares em áreas do interior e em ilhas da Grécia.
O professor Konstantinos Fadelas afirma que a escola deverá ser suspensa quando os dois estudantes concluírem o ensino primário e pode ser encerrada definitivamente alguns anos depois. Thymaina não tem jardim de infância nem escola básica de segundo ciclo.
Seis adolescentes que vivem na ilha viajam todas as manhãs de barco até Fournoi, onde estudam. Para os pais, a falta de outras crianças também afeta a convivência. Katerina Markaki, mãe do único aluno do quarto ano em Thymaina, diz que o filho ficava sozinho na escola e agora tem a companhia de um menino que entrou no primeiro ano.
Isolamento e custo de vida
Thymaina tem ligação com Atenas apenas duas vezes por semana. A viagem dura pelo menos oito horas e inclui uma troca de barco em Fournoi. Em períodos de mau tempo, as conexões marítimas são frequentemente interrompidas, deixando os moradores isolados por dias.
Os residentes também relatam dificuldades relacionadas ao custo de vida e à falta de incentivos para que jovens permaneçam na ilha. O aposentado Stelios Grammatikos afirma que alimentos e outros produtos custam o dobro do preço praticado em um supermercado de Atenas.
A ilha tem cerca de 140 moradores permanentes, em sua maioria aposentados. A aposentada local Aikaterini Markaki recorda que a escola primária já teve 45 alunos, em uma época em que as famílias tinham mais filhos.
O pescador Giannis Mitikas diz que as crianças deixam a região depois de crescer em Fournoi, seguem para Atenas ou trabalham em navios, sem retornar para morar na ilha. Para a vice-presidente do município de Fournoi, Marigó Kottara, o problema é mais amplo: “Os núcleos mais pequenos estão a ficar desertos”.
O governo grego anunciou incentivos para a mudança definitiva de moradores das cidades para ilhas e aldeias. Segundo os residentes, porém, os benefícios não compensam a pressão da inflação e as dificuldades de viver em Thymaina.







