São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Incêndios e ondas de calor pressionam qualidade do ar, diz OMM

Agência da ONU alerta para riscos à saúde causados por partículas finas, ozônio troposférico e fumaça de incêndios.

Incêndios e ondas de calor pressionam qualidade do ar, diz OMM

O aumento dos incêndios florestais e das ondas de calor ameaça os esforços para melhorar a qualidade do ar e amplia riscos à saúde, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta segunda-feira (7). A avaliação consta do boletim anual da agência da ONU, que destaca a elevação dos incêndios florestais extremos e a toxicidade da fumaça produzida por eles.

Para a OMM, o aquecimento global intensifica fenômenos extremos: as ondas de calor ficam mais severas e os incêndios, mais frequentes. Lorenzo Labrador, cientista da rede de Vigilância da Atmosfera da organização, afirmou que “a qualidade do ar e a mudança climática não devem ser tratadas como temas separados”.

O boletim acompanha a concentração de partículas finas PM2,5 em 2025 e a compara com os níveis observados no período de 2003 a 2024. Essas partículas têm diâmetro não superior a 2,5 micrômetros e podem penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea.

Poluentes e impactos à saúde

A OMM afirma que as partículas geradas pela queima de vegetação são muito mais tóxicas que as emitidas por automóveis, por exemplo. Embora medidas adotadas na Europa e na América do Norte tenham reduzido as emissões de PM2,5 da indústria e dos transportes, aumentou a exposição às partículas associadas aos incêndios.

Transportadas pelos ventos, elas também afetam pessoas que vivem longe das áreas atingidas pelo fogo. Um estudo epidemiológico citado pela organização indicou que modelos convencionais baseados nas concentrações de PM2,5 podem subestimar em até 93% a mortalidade atribuída aos incêndios.

Outro poluente destacado é o ozônio troposférico, cuja formação é favorecida por ondas de calor. O aumento das temperaturas, a estagnação da atmosfera e a forte radiação solar contribuem para a presença do ozônio próximo à superfície. A exposição prolongada está associada ao aumento da mortalidade, principalmente por doenças respiratórias, e pode provocar dezenas de milhares de mortes adicionais.

O relatório também aborda os microplásticos atmosféricos, cujos níveis e efeitos ainda são difíceis de medir com precisão, e o carbono negro, ou fuligem. Emitido especialmente por incêndios florestais, esse material reduz a capacidade de neve e gelo refletirem a luz solar quando se deposita sobre essas superfícies, contribuindo para o aquecimento global.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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