São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Infecções causaram 2,3 milhões de casos de câncer no mundo em 2024

Estudo da IARC aponta que 12% dos novos casos globais tiveram origem em vírus, bactérias e parasitas, sobretudo em países pobres.

Infecções causaram 2,3 milhões de casos de câncer no mundo em 2024

Infecções por vírus, bactérias e parasitas estiveram ligadas a cerca de 2,3 milhões de novos casos de câncer no mundo em 2024, o equivalente a 12% do total. O dado é de um estudo da Agência Internacional de Investigação em Câncer (IARC), agência da Organização Mundial da Saúde.

A carga foi maior em países de baixa e média renda, que concentraram quase três quartos dos casos associados a infecções. Para Harriet Rumgay, cientista da Unidade de Vigilância do Câncer da IARC e coautora do estudo, esses tumores continuam sendo um desafio global, apesar dos avanços na vacinação e no rastreamento.

Os pesquisadores defendem medidas que combinem prevenção, rastreamento, tratamento, pesquisa e políticas públicas. Entre as ações citadas estão a ampliação das vacinas existentes, o desenvolvimento de novas vacinas, o controle de parasitas e a expansão dos testes diagnósticos. “Investir em novas ferramentas de prevenção pode ter o maior impacto”, afirmou Gary Clifford, coautor sênior do estudo.

Principais agentes infecciosos

A Helicobacter pylori foi a principal causa infecciosa de câncer em 2024, associada a 760 mil novos casos, ou 4% do total. A bactéria infecta o estômago e frequentemente provoca úlceras gástricas. Ela está relacionada a três tipos de câncer: gástrico não cardíaco, gástrico cardíaco e uma forma de linfoma não Hodgkin.

O papilomavírus humano (HPV) apareceu em seguida, com 750 mil casos. O vírus pode causar oito tipos de câncer, incluindo os do colo do útero, do pênis e da laringe. O estudo afirma que todos os cânceres do colo do útero podem ser atribuídos ao HPV, tornando o vírus um dos principais alvos de vacinação e rastreamento. O vírus da hepatite B (HBV) ficou na sequência.

O vírus Epstein-Barr (EBV), para o qual ainda não há vacina aprovada, também foi destacado. Ele pode causar seis tipos de câncer, entre eles os de garganta e estômago. Ao todo, o estudo considera 12 agentes infecciosos cancerígenos para os seres humanos, incluindo vírus, uma bactéria e parasitas.

Diferenças entre regiões

O Leste Asiático registrou 990 mil casos atribuíveis a infecções, correspondentes a 42% do total global. A maior parte esteve relacionada à H. pylori e à hepatite B. Já a África Subsaariana apresentou a maior proporção regional: um quarto dos casos de câncer estava ligado a infecções, principalmente por causa dos tumores associados ao HPV.

As regiões menos afetadas foram o Norte, o Oeste e o Sul da Europa, a América do Norte e a Oceania. O estudo relaciona essas diferenças às políticas e estratégias de prevenção adotadas em cada local.

No Leste Asiático, Japão, Coreia do Sul e China criaram programas de rastreamento populacional por endoscopia para enfrentar as taxas elevadas de câncer gástrico. Em países europeus, estão sendo testados programas de “screen-and-treat” para a H. pylori, com exames não invasivos para detectar a infecção e eliminá-la com antibióticos direcionados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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