Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), rejeitou a proposta de Jean-Luc Mélenchon, líder do França Insubmissa (LFI) e candidato à eleição presidencial francesa de 2027, de cancelar a parcela da dívida da França mantida pela instituição.
A declaração foi dada em uma entrevista coletiva após o anúncio de uma nova alta das taxas de juros do BCE. Para Lagarde, a ideia “não é de todo uma boa ideia” e representaria uma “violação pura do tratado” da União Europeia.
O artigo 123 do tratado que criou a União Europeia impede o BCE de cancelar dívidas de Estados que tenham sido compradas pela própria instituição. A proposta já havia sido apresentada por Mélenchon durante a campanha presidencial de 2022.
No final de agosto, o político voltou a defender a medida. “Basta ir ao Banco de França, pegar nos títulos de dívida e deitá-los ao fogo”, declarou.
A iniciativa também recebeu críticas de Philippe Aghion, vencedor do Nobel da Economia de 2025, que a classificou como catastrófica. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que o plano destruiria o ativo mais importante da França: a confiança.







