São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Leão XIV critica lucro na ciência e alerta para domínio das máquinas em Paris

Em encontro com Emmanuel Macron, o papa defendeu a proteção da vida, criticou armas nucleares e pediu limites para a inteligência artificial.

Leão XIV critica lucro na ciência e alerta para domínio das máquinas em Paris

O papa Leão XIV alertou nesta sexta-feira (25) para o risco de usar a ciência em busca de lucro e afirmou que a humanidade pode se perder em meio ao avanço das máquinas. As declarações foram feitas durante um discurso ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, no início de uma visita oficial de quatro dias à França.

Leão XIV disse que proteger a vida é uma responsabilidade coletiva e citou a barriga de aluguel, a manipulação genética e a chamada oferta de morte programada. O tema da ajuda a morrer era esperado durante a viagem, realizada sob o lema “para que o mundo tenha vida”. Uma lei que autoriza a eutanásia e o suicídio assistido em determinadas condições foi adotada pelo Parlamento francês há alguns meses.

O pontífice também criticou a redução do número de fiéis na França. Para ele, a laicidade não deve retirar a religião do espaço público. Leão XIV defendeu ainda a presença das escolas católicas no sistema educacional e mencionou as raízes cristãs do país.

A inteligência artificial foi outro ponto central do discurso. O papa afirmou que existe o risco de a humanidade perder sua identidade no “paraíso das máquinas” que interfere e transforma o cotidiano. Macron, que falou antes dele, defendeu a criação de uma organização internacional para impedir que os modelos mais avançados de inteligência artificial fiquem concentrados nas mãos de poucas pessoas. Para o presidente, a tecnologia deve ser uma serva, não uma mestra.

Agenda em Paris

Leão XIV também declarou ser equivocada a ideia de que armas nucleares garantem segurança e pediu que a França continue defendendo a paz e o multilateralismo. O papa mencionou a reconstrução da Catedral de Notre-Dame e elogiou os artesãos responsáveis pela obra e os bombeiros que salvaram o edifício.

Após deixar o Eliseu, o pontífice seguiu para a sede da Unesco, onde faria um discurso sobre educação. Em seguida, estava previsto um trajeto de cerca de 2,5 quilômetros no papamóvel, entre a Igreja de Notre-Dame-des-Champs e a Catedral de Notre-Dame. Cerca de 250 mil pessoas deveriam acompanhar o desfile. A programação desta sexta-feira terminaria com uma vigília para cerca de 80 mil jovens no Stade de France.

A principal celebração da viagem será a missa de sábado na Praça da Concórdia, com expectativa de 600 mil participantes. Para entrar, os fiéis precisaram se inscrever e receberam um QR code. A segurança mobilizou cerca de 15 mil policiais e militares e 2,5 mil bombeiros.

Esta é a quinta viagem apostólica de Leão XIV desde sua eleição. No domingo, ele visitará o Santuário de Lourdes e depois seguirá para Metz, no nordeste da França, onde passará pela Catedral de Saint-Étienne, conhecida como “Lanterna de Deus”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5