São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Leão XIV defende diálogo e multilateralismo em discurso na França

Em Metz, o papa afirmou que a ordem internacional baseada em regras é uma proteção contra a dominação e pediu defesa do diálogo.

Leão XIV defende diálogo e multilateralismo em discurso na França

O papa Leão XIV pediu aos líderes europeus que defendam o multilateralismo, o Estado de direito e uma ordem internacional baseada em regras. Em discurso na cidade francesa de Metz, ele descreveu a cooperação entre países como “a melhor defesa contra o desejo de dominação”.

O pontífice afirmou que o mundo vive um período marcado por conflitos, fome e deterioração das relações pessoais, em um clima que classificou como “cada vez menos civilizado”. Também criticou as mentiras e os enganos que, segundo ele, ampliam a desconfiança entre cidadãos e governos.

Na cidade natal de Robert Schuman, um dos fundadores da integração europeia, Leão XIV disse que o continente pode interromper esse ciclo ao reafirmar o respeito pelo outro, o diálogo e a capacidade de negociar. “É preciso apostar num diálogo paciente, mostrar coragem nas negociações e aceitar ceder em certas posições em nome do bem maior da paz”, declarou.

Embora não tenha citado diretamente a guerra da Rússia contra a Ucrânia, o papa condenou o que chamou de um novo “massacre inútil” em solo europeu. O discurso foi feito em francês, diante do presidente da França, Emmanuel Macron, que deveria participar de uma missa com o pontífice ainda na terça-feira.

Raízes cristãs e história de Metz

Leão XIV também pediu aos europeus que recordem as raízes cristãs do continente. Para ele, a Europa é mais do que uma entidade geográfica: trata-se de uma realidade cultural e histórica. O papa afirmou que não é possível falar sobre a Europa sem mencionar o Cristianismo e disse que essas tradições podem coexistir com a construção do futuro europeu.

A escolha de Metz teve valor simbólico. Localizada na Lorena, no nordeste da França e perto da fronteira alemã, a cidade passou várias vezes entre o controle francês e alemão. Em 1940, foi anexada pela Alemanha nazista após a derrota e a ocupação da França.

O Palácio do Eliseu informou que o programa de segunda-feira foi planejado para destacar a dimensão europeia e transfronteiriça da Lorena. Líderes da União Europeia e representantes de instituições europeias foram convidados. O encontro também reuniu representantes religiosos, como o rabino-mor da França, Haïm Korsia, e Chems-Eddine Hafiz, reitor da Grande Mesquita de Paris.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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