São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Operação de Reino Unido, Noruega e EUA interrompe treino russo no Ártico

Três países acompanharam submarinos russos durante um exercício simulado de sabotagem de cabos e gasodutos perto de Svalbard.

Operação de Reino Unido, Noruega e EUA interrompe treino russo no Ártico

Uma operação conjunta do Reino Unido, da Noruega e dos Estados Unidos acompanhou e desviou três submarinos russos que realizavam um exercício secreto no Ártico. A atividade simulava o uso de uma arma para inutilizar cabos submarinos de dados e ocorreu perto do arquipélago norueguês de Svalbard.

A operação foi conduzida pela GUGI, direção russa de guerra submarina. O Reino Unido informou ter seguido e dissuadido os submarinos durante uma suposta operação encoberta que durou um mês e se concentrou nas proximidades de cabos e gasodutos submarinos considerados vitais para a ligação do arquipélago.

Apesar do treinamento, nenhum cabo foi danificado. Autoridades ocidentais disseram que o exercício tinha como objetivo simular o emprego da arma secreta em um eventual conflito com a Otan. Elas não divulgaram informações sobre a arma ou a tecnologia usada.

Durante a operação, autoridades britânicas e norueguesas comunicaram suas conclusões ao governo russo. O objetivo era dissuadir Moscou de utilizar a tecnologia. O Ministério da Defesa da Rússia não comentou o caso. O Kremlin nega de forma sistemática envolvimento em atos de sabotagem em países da Otan.

“Com a nossa operação conjunta enviámos uma mensagem clara à Rússia de que não pode operar de forma encoberta”, declarou o ministro da Defesa da Noruega, Tore Sandvik.

Infraestrutura submarina

Cabos submarinos de fibra óptica, com espessura semelhante à de uma mangueira de jardim, transportam quase todo o tráfego mundial de internet. Eles também são importantes para a conectividade global e para transações financeiras, o que os torna possíveis alvos para interrupção das comunicações.

Desde a destruição, em 2022, de três gasodutos submarinos Nord Stream, os países aliados da Otan passaram a concentrar mais atenção na proteção de infraestruturas submarinas. Desde 2023, foram observados mais navios fazendo levantamentos de gasodutos, cabos de energia e cabos de fibra óptica de telecomunicações.

Esse tipo de levantamento não é ilegal em águas internacionais, mas pode ser preparação para ações de sabotagem, segundo especialistas. “Agora está, tardiamente, a reconstruí-la, perante uma ameaça russa em crescimento”, afirmou Bruce Jones, pesquisador sênior da Brookings Institution, sobre a capacidade europeia de proteger essas estruturas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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