São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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UE cobra detalhes sobre déficit de 23 bilhões de euros da Ucrânia

Comissário Valdis Dombrovskis afirma que o bloco precisa esclarecer as necessidades de Kiev antes de definir como financiar a diferença.

UE cobra detalhes sobre déficit de 23 bilhões de euros da Ucrânia

A União Europeia quer uma avaliação detalhada das necessidades orçamentárias da Ucrânia antes de decidir como cobrir o déficit de 23 bilhões de euros reivindicado por Kiev. A informação foi dada pelo comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, em entrevista gravada em Riga, na Letônia.

O pedido foi apresentado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, para cobrir gastos do Ministério da Defesa. Segundo Kiev, recursos previstos inicialmente para a segunda metade do ano foram antecipados para financiar os primeiros seis meses. O valor inclui despesas com pessoal, apoio social e compra de armas, além de cerca de 6 bilhões de euros em pagamentos antecipados por entregas previstas para o início de 2027.

“É evidente que precisamos de fazer uma avaliação adequada e pormenorizada”, afirmou Dombrovskis, ao mencionar a continuidade e a intensificação dos ataques russos. Para ele, a situação econômica ucraniana pode gerar necessidades adicionais de financiamento, mas “ainda há questões em aberto”.

A União Europeia ainda não recebeu um pedido formal de Kiev para antecipar os desembolsos de seu empréstimo de apoio de 90 bilhões de euros. O acordo prevê 45 bilhões para 2026 e outros 45 bilhões para 2027. Segundo Dombrovskis, o mecanismo permite alguns ajustes, mas primeiro é necessário identificar com precisão o tamanho do déficit, sua origem e a forma de financiá-lo.

Até agora, foram liberados 3,2 bilhões de euros em ajuda orçamentária e 8,35 bilhões de euros em ajuda militar dentro da parcela de 45 bilhões de euros reservada para 2026. O Fundo Monetário Internacional participa das discussões técnicas.

Ativos russos congelados

Outra possibilidade defendida pela Ucrânia é o uso dos ativos imobilizados do Banco Central russo. A União Europeia detém 210 bilhões de euros desses recursos, a maior parte na Euroclear, na Bélgica.

Suécia, Países Baixos, Espanha e Polônia, com apoio dos países bálticos, tentam retomar o plano. A Bélgica, porém, já declarou que suas objeções permanecem. Dombrovskis disse que a Comissão Europeia está disposta a ajudar os países do bloco a encontrar uma solução, mas não se comprometeu a apresentar um novo texto jurídico.

A Ucrânia também propôs transferir os ativos russos mantidos na Euroclear para um depositário pertencente à União Europeia. Uma coalizão de 122 deputados do Parlamento Europeu apoiou a medida.

O debate ocorre enquanto os países ocidentais são pressionados a financiar parte das necessidades ucranianas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pediria aos europeus o reembolso da ajuda americana enviada pela administração anterior. Dombrovskis respondeu que a União Europeia e seus Estados-membros são os maiores apoiadores financeiros da Ucrânia e defendeu a participação dos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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