O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, rejeitou as acusações de que seja pró-Rússia e afirmou que o rótulo decorre de sua defesa de negociações entre Moscou e Kiev para encerrar a guerra na Ucrânia. Segundo ele, sua posição diverge da orientação predominante no debate europeu.
Desde que assumiu o poder neste verão, Radev tem defendido maior participação diplomática com Moscou. A proposta inclui a possibilidade de nomear um enviado da União Europeia para conversas diretas com a Rússia. A ideia, porém, perdeu espaço depois que a maioria do bloco avaliou que as mensagens russas não demonstravam vontade genuína de paz.
“Não é essa a realidade”, afirmou Radev, ao contestar a classificação de pró-russo. Ele também disse valorizar uma abordagem realista e a busca rápida por um acordo, sob o argumento de que a guerra afeta os sistemas social e econômico.
O primeiro-ministro búlgaro defendeu uma revisão do equilíbrio entre os instrumentos militares, econômicos e diplomáticos da Europa. Para Radev, a estratégia de Bruxelas está concentrada demais em armas e dinheiro, enquanto o potencial da diplomacia ainda não foi esgotado.
“A nossa principal prioridade deve ser falar e trabalhar pela paz”, declarou.
A defesa de negociações ocorre após uma reunião em Nova Iorque entre o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, e o chanceler russo, Sergei Lavrov. O encontro terminou com acusações mútuas. Também falharam as tentativas da Casa Branca de obter um cessar-fogo temporário, de acordo com as informações apresentadas no texto.
Radev fez as declarações durante uma entrevista à margem da cimeira de Defesa e Espaço da Euronews.







