São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Parlamento norueguês ouve ministros sobre vínculos com Jeffrey Epstein

Comissão parlamentar investiga pagamentos ao instituto dirigido por Terje Rød-Larsen e criou apuração independente com relatório previsto para 2028.

Parlamento norueguês ouve ministros sobre vínculos com Jeffrey Epstein

O Parlamento da Noruega começou na quarta-feira a ouvir ministros em exercício e ex-governantes sobre vínculos entre Jeffrey Epstein e autoridades norueguesas. O financista norte-americano, condenado por crimes sexuais, morreu na prisão em 2019.

Ao todo, 11 pessoas que ocuparam os cargos de ministro dos Negócios Estrangeiros ou de ministro da Ajuda ao Desenvolvimento desde 2005 prestarão depoimento à comissão permanente de fiscalização e assuntos constitucionais do Storting. Entre os convocados está o atual primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre. Børge Brende, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, também deverá ser ouvido na quarta-feira. Ele deixou em fevereiro a presidência do Fórum Econômico Mundial.

As audições ocorrem após documentos do caso Epstein revelarem relações do financista com Terje Rød-Larsen e Mona Juul. O casal foi responsável pela arquitetura dos Acordos de Oslo de 1993 e é alvo de investigação na Noruega: ela, por suspeita de corrupção agravada; ele, por suspeita de cumplicidade em corrupção agravada. Os dois negam qualquer irregularidade.

Pagamentos e outras ligações

O Ministério dos Negócios Estrangeiros pagou mais de 130 milhões de coroas norueguesas, equivalentes a 11,8 milhões de euros pela taxa de câmbio atual, ao International Peace Institute entre 1997 e 2018. O instituto foi dirigido por Rød-Larsen de 2005 a 2020.

Os documentos também apontaram relações entre Epstein e Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, além de ex-secretário-geral do Conselho da Europa e ex-presidente do Comitê do Prêmio Nobel da Paz. Jagland está sob investigação por suspeita de corrupção agravada, mas não foi chamado pelo Parlamento, em parte porque ocupou o cargo de ministro antes de 2005.

Para Jonas Andersen Sayed, integrante da comissão de fiscalização, o caso levanta dúvidas sobre abuso de cargo, falhas na responsabilização e gestão de recursos de ajuda ao desenvolvimento. As audições não podem resultar diretamente em sanções.

O Parlamento também criou uma comissão de inquérito independente para analisar o caso de forma mais ampla. O relatório final deverá ser apresentado até 31 de janeiro de 2028.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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