São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Detenção de ex-ministros amplia ofensiva anticorrupção de Péter Magyar na Hungria

Miklós Seszták e Balázs Hankó são suspeitos de corrupção e abuso de poder; Fidesz acusa o governo de promover vingança política.

Detenção de ex-ministros amplia ofensiva anticorrupção de Péter Magyar na Hungria

A detenção de dois ex-ministros húngaros ampliou a ofensiva do primeiro-ministro Péter Magyar contra autoridades ligadas ao período de Viktor Orbán. Miklós Seszták e Balázs Hankó foram presos na segunda-feira, depois que o Parlamento retirou a imunidade dos dois. Eles são suspeitos de corrupção e abuso de poder, permanecem detidos como réus e negam qualquer irregularidade.

A campanha de responsabilização dos integrantes da era Orbán foi uma das principais promessas de Magyar. O Partido Tisza, liderado por ele, venceu as eleições legislativas de abril. Depois de formar o governo, Magyar anunciou em junho a “Operação Purga”, iniciativa voltada a desmantelar o que descreve como captura do Estado.

Seszták foi ministro do Desenvolvimento entre 2014 e 2018. Ele é suspeito de receber cerca de 30 milhões de euros em subornos relacionados a licitações para ônibus. Hankó é investigado pela destinação de 46 milhões de euros em recursos culturais a figuras públicas. As autoridades consideram que os valores foram, em grande parte, financiamento de campanha.

As investigações sobre a era Orbán foram aceleradas durante o verão pelo Ministério Público. O recém-criado Gabinete Nacional de Recuperação e Proteção de Ativos pode assumir processos da Procuradoria, abrir novos inquéritos e emitir mandados. A Procuradoria-Geral e a Autoridade Fiscal Nacional também participam de alguns casos.

Outros nomes sob investigação

Entre as figuras investigadas está György Matolcsy, ex-governador do Banco Nacional da Hungria. Ele foi ouvido como réu em um caso de extorsão relacionado à saída de um gestor do Erste Bank Hungary.

O ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, foi convocado pela Comissão de Segurança Nacional do Parlamento para uma audiência sobre o acordo de investimento da montadora chinesa BYD na Hungria. Depois das eleições, Szijjártó assumiu um cargo de direção na empresa, o que levantou preocupações sobre possível conflito de interesses. Não foi aberta investigação oficial contra ele.

Juristas também apontam uma possível responsabilidade criminal de Orbán no caso conhecido como “Trem Dourado”. Em março, dois entregadores ucranianos que transportavam remessas regulares de Viena para Kiev foram interceptados perto de Budapeste. Eles foram detidos, e uma grande quantidade de dinheiro e ouro foi apreendida. As autoridades consideram ilegais a operação e as detenções e investigam o papel de Orbán.

Segundo um ex-procurador-geral, Orbán teria dado instruções à polícia antiterrorista. O analista político Szabolcs Dull afirmou que uma eventual sanção jurídica contra o ex-primeiro-ministro poderia ser vista por muitos cidadãos como responsabilização política por seu envolvimento em outros casos de corrupção.

Reação do Fidesz

Deputados do Fidesz, partido de Orbán, acompanharam Hankó até a Procuradoria na noite de segunda-feira. O grupo classificou as investigações como politicamente motivadas e acusou Magyar de agir como um tirano. Orbán afirmou que a arbitrariedade poderia atingir novas pessoas e disse que os “tiranos do Tisza” não conseguiriam romper a comunidade ligada ao seu partido.

O Fidesz também acusa Magyar de enfraquecer o Estado de direito, inclusive por afastar o ex-presidente Tamás Sulyok por meio de uma revisão constitucional. O partido sustenta que os apelos de Magyar pela punição de antigos dirigentes ameaçam a independência da Justiça.

Dull avaliou que o Fidesz tenta apresentar as investigações como um acerto de contas político para manter sua base unida. Para o analista, a responsabilização dos responsáveis pelo período anterior está no centro da mensagem eleitoral de Magyar.

Investigação contra Magyar

O Parlamento retirou também na segunda-feira a imunidade de Magyar, a pedido da Procuradoria, em um processo por furto. O caso remonta a maio de 2024, quando ele confrontou um homem que o filmava dançando em uma discoteca e jogou o celular do homem no Danúbio.

Magyar criticou os procuradores por conduzirem esse processo ao mesmo tempo que duas investigações de corrupção envolvendo milhões de euros em recursos públicos. Ele afirmou que está preparado para responder perante a Justiça.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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