São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Hungria rejeita inclusão em fórum regional lançado por Zelensky

Troca de acusações entre Budapeste e Kiev ocorre após a Hungria negar participação no Carpathian Eight sem autorização.

Hungria rejeita inclusão em fórum regional lançado por Zelensky

A Hungria rejeitou ter autorizado sua inclusão no Carpathian Eight (C8), fórum regional lançado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A iniciativa reúne países dos Cárpatos para ampliar a cooperação em segurança, energia e comércio e atrair investimentos. Budapeste afirmou que recusou o convite para participar.

O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, criticou a inclusão do país em uma publicação na rede social X. Ele afirmou que a Hungria nunca aceitou integrar a Aliança dos Oito dos Cárpatos e considerou inaceitável declarar que um país soberano faz parte de uma cooperação internacional sem consulta ou consentimento.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, respondeu acusando Magyar de repetir a política de Viktor Orbán, que comandou a Hungria durante 16 anos até o início deste ano. Sybiha disse que as políticas de obstrução e isolacionismo associadas ao ex-primeiro-ministro continuam presentes e classificou as declarações de Magyar como desnecessariamente confrontacionais.

Apesar do conflito, Sybiha afirmou que a Ucrânia mantém disponibilidade para desenvolver uma cooperação bilateral com a Hungria. Magyar, por sua vez, comparou a inclusão no fórum à contratação de um jogador por uma equipe sem que ele fosse consultado.

Disputa sobre instalações de petróleo

As tensões também aumentaram após a estatal ucraniana de energia Naftogaz anunciar um acordo com a empresa húngara MOL para construir instalações de armazenamento de petróleo em território húngaro. A proposta prevê proteger os abastecimentos contra possíveis ataques russos.

O partido Fidesz, de Orbán, criticou o acordo, classificando-o como uma ameaça à segurança. Magyar declarou que, sob seu governo, não será construída infraestrutura desse tipo na fronteira entre Hungria e Ucrânia nem em outro local. Ele também pediu que a MOL consulte o governo antes de firmar acordos semelhantes e lembrou que o Estado húngaro detém 25% da empresa.

A iniciativa do C8 foi apresentada como uma tentativa de reforçar a cooperação regional, mas a controvérsia ocorre em meio à retomada e ao novo desgaste das relações entre Kiev e Budapeste. Depois da vitória de Magyar nas eleições de abril, o governo húngaro defendeu uma relação mais pragmática com a Ucrânia e retirou o veto às negociações de adesão à União Europeia. Mais tarde, no verão, voltou a bloquear o processo, alegando falta de avanços nos direitos das minorias.

Magyar e Zelensky já demonstraram interesse em uma reunião bilateral, mas nenhum encontro foi agendado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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