A cobertura dos planos exclusivamente odontológicos avançou de 10,0% para 17,2% da população brasileira entre 2014 e julho de 2026, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O número de beneficiários passou de 20,1 milhões para 37,0 milhões no período.
Nos planos médico-hospitalares, o movimento foi mais contido. Embora o total tenha alcançado o recorde de 53,2 milhões em julho de 2026, a taxa de cobertura ficou em aproximadamente 24,8%, abaixo dos 25,2% registrados em 2014. A diferença é de 0,4 ponto percentual.
Entre 2014 e julho de 2026, a quantidade de beneficiários médico-hospitalares cresceu cerca de 5,2%, enquanto a população brasileira aumentou aproximadamente 6,7%. O total atual supera em cerca de 2,6 milhões o registrado no fim de 2014.
Evolução dos segmentos
A série dos planos médico-hospitalares mostra 30,9 milhões de beneficiários em 2000 e 50,5 milhões em 2014. O número recuou até 47,1 milhões em 2019 e voltou a crescer nos anos seguintes, chegando aos atuais 53,2 milhões.
Nos planos odontológicos, a cobertura em julho de 2026 foi 7,2 pontos percentuais maior que em 2014. Em 2000, o segmento tinha 2,3 milhões de beneficiários, contra 20,1 milhões em 2014. A relação entre a cobertura odontológica e a médico-hospitalar, que era inferior a 10% em 2000, aproximou-se de 70% em julho de 2026.
“O recorde de beneficiários é relevante, mas precisa ser analisado também em relação ao tamanho da população brasileira”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS. Para ele, a diferença entre os segmentos deve ser considerada na discussão sobre a ampliação da cobertura.
Entre julho de 2025 e julho de 2026, os planos médico-hospitalares ganharam 726,2 mil beneficiários, alta de 1,4%. Os odontológicos acrescentaram 2,7 milhões de vínculos, crescimento de 7,8%.
Em julho, 44,7 milhões de beneficiários dos planos médico-hospitalares, ou 84,2% do total, estavam em contratos coletivos. Desse grupo, 38,9 milhões tinham contratos coletivos empresariais. Em 12 meses, essa modalidade cresceu 2,5%, com acréscimo de 936,3 mil vínculos. Já os planos individuais ou familiares perderam 191,1 mil beneficiários, queda de 2,2%.
No mesmo período, o estoque de vínculos formais no País passou de 47,2 milhões para 48,1 milhões, crescimento de 1,9% e saldo de 880,7 mil empregos.








