A sinistralidade agregada das operadoras médico-hospitalares chegou a 81,9% no primeiro semestre de 2026, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O índice subiu 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025 e representa a parcela das receitas com mensalidades destinada às despesas assistenciais.
Nesse cenário, a Postal Saúde obteve resultado líquido de R$ 875,7 milhões entre janeiro e junho e terminou o período com o terceiro maior resultado entre as operadoras médico-hospitalares do país. A Bradesco Saúde ficou à frente, com R$ 2,03 bilhões, seguida pela Amil, com R$ 960,9 milhões.
Desempenho do setor
Os dados econômico-financeiros divulgados pela ANS mostram que a saúde suplementar teve R$ 206,3 bilhões em receitas totais no primeiro semestre e resultado líquido de R$ 12,1 bilhões. O valor corresponde a aproximadamente 5,8% das receitas do período.
No segmento médico-hospitalar, o resultado líquido somado das operadoras foi de R$ 10,9 bilhões. O resultado operacional agregado alcançou R$ 5,6 bilhões, enquanto as aplicações financeiras somavam R$ 142,4 bilhões ao fim de junho. O resultado financeiro foi de R$ 7,5 bilhões, maior valor nominal da série histórica.
A Postal Saúde é o plano de saúde dos funcionários dos Correios. Para o presidente da operadora, Eli Melo Júnior, o desempenho está relacionado a uma estratégia de sustentabilidade, gestão responsável dos recursos e qualidade da assistência aos beneficiários.
“O resultado alcançado pela Postal Saúde é fruto de um trabalho pautado pelo compromisso com a sustentabilidade da operadora”, afirma Eli Melo Júnior.
De acordo com a ANS, 76,2% dos entes regulados, ou 596 entidades, encerraram o semestre com resultado líquido positivo. O percentual foi o mesmo registrado no período equivalente do ano anterior.
A Postal Saúde informou que o resultado contribui para manter investimentos na qualificação dos serviços, em ações de promoção e prevenção em saúde e no fortalecimento da assistência aos beneficiários. Os indicadores estão reunidos no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, que reúne informações enviadas pelas operadoras.








