As operadoras de planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O valor representa uma queda de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado líquido, que inclui a remuneração das aplicações financeiras, foi de R$ 11 bilhões, recuo de 12% na comparação anual. Mesmo com a redução, 76% das operadoras, o equivalente a 596 empresas, terminaram o período com resultado positivo.
Entre janeiro e junho, as operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, tiveram receita de R$ 201 bilhões. Desse total, cerca de R$ 179 bilhões vieram das mensalidades pagas pelos usuários.
Aplicações financeiras
Os investimentos das operadoras cresceram 10,3% e chegaram a R$ 7,5 bilhões, ante R$ 6,8 bilhões no mesmo período de 2025. A alta ocorreu em um cenário de taxa Selic de 14%, conforme os dados divulgados pela ANS.
O resultado operacional considera a diferença entre as mensalidades recebidas e as despesas assistenciais, comerciais e administrativas. Já os ganhos financeiros também contribuíram para o desempenho final das empresas.
Washington Alves, gerente de Habilitação e Estudos de Mercado da ANS, afirmou que o resultado líquido foi afetado pelo provisionamento técnico de R$ 2,7 bilhões de uma grande operadora e pela reorganização societária de outra. “Tirando esses efeitos, os resultados têm se mantido muito próximo ao ano passado”, disse.
A taxa de sinistralidade, que corresponde à parcela da receita destinada ao atendimento dos usuários, ficou em 81,9% no primeiro semestre. O índice foi 0,8 pontos percentuais maior que o registrado no mesmo período do ano passado.








