São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Petróleo sobe mais de 3% com tensão entre Estados Unidos e Irão

Mercados acionários recuam diante do risco de novos ataques ao Irão e do impacto da alta do petróleo sobre a inflação.

Petróleo sobe mais de 3% com tensão entre Estados Unidos e Irão

Os preços do petróleo subiram mais de 3% nesta quinta-feira, em meio à incerteza sobre a oferta mundial e ao risco de novos ataques dos Estados Unidos contra o Irão. A alta reacendeu preocupações com a inflação e pressionou os mercados acionários e os juros da dívida pública.

O Brent, referência internacional, avançava 3,7% para 103,91 dólares por barril pouco depois da abertura das bolsas europeias. O West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, subia mais de 3,45%, para acima de 91,41 dólares.

A oferta também foi afetada pela interrupção de mais de 500 mil barris por dia de produção no golfo do México. Os produtores suspenderam as operações antes da passagem do furacão Isaias.

Tensão no estreito de Ormuz

Os Estados Unidos e o Irão continuam sem acordo para encerrar a guerra. A preocupação com o fornecimento havia diminuído no início da semana, diante de sinais de recuperação das exportações do Oriente Médio e da decisão dos países do G7 de recorrer às suas reservas.

A apreensão voltou após dados indicarem que Teerão intensificou ataques a petroleiros no estreito de Ormuz. Os huthis também negaram ter perdido território estratégico, enquanto representantes do setor petrolífero alertaram que as reservas mundiais estão em níveis baixos.

A Casa Branca pediu ao Pentágono que preparasse opções para ataques contra alvos iranianos antes das eleições intercalares de 3 de novembro nos Estados Unidos. A dimensão e os alvos de uma eventual operação ainda estavam em discussão. Uma ação mais ampla poderia ocorrer depois da votação.

A Agência Internacional da Energia informou que seus membros apoiam acelerar as liberações de reservas de petróleo prometidas em março, com prioridade para o gasóleo sempre que possível.

Bolsas e juros

As bolsas europeias abriram em baixa. O DAX, de Frankfurt, caía 0,76%; o FTSE 100, de Londres, recuava 0,75%; o CAC 40, de Paris, perdia 0,64%; e o Euro Stoxx 50 diminuía 1,06%.

As principais bolsas asiáticas também fecharam em queda, incluindo as de Tóquio, Hong Kong, Sydney, Xangai, Singapura, Seul, Wellington, Taipé e Manila. Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,2% na quarta-feira, enquanto o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,7% e o Nasdaq Composite caiu 0,2%.

A alta do petróleo elevou a pressão sobre os juros dos títulos públicos. A taxa das obrigações francesas a 10 anos estava em 4,89%, e a da Alemanha, em 3,48%. Nos Estados Unidos, a rendibilidade dos títulos do Tesouro a 10 anos permanecia perto de um máximo de várias décadas, em 5,32%.

A ata da reunião de setembro da Reserva Federal dos Estados Unidos indicou que a maioria dos responsáveis considera provável mais uma alta dos juros até o fim do ano. Em setembro, a Fed elevou a taxa pela primeira vez desde julho de 2023, em um quarto de ponto percentual, para uma faixa entre 3,75% e 4%. A inflação americana continua acima da meta de 2%.

Na manhã de quinta-feira, o euro era negociado perto de 1,12 dólares, enquanto a libra valia 1,32 dólares. O dólar era cotado a 158,13 ienes, e o ouro avançava para 4 143,90 dólares por onça.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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