O Reino Unido anunciou que destinará 100 milhões de libras (116 milhões de euros) para reforçar a defesa aérea da Ucrânia antes do inverno. O pacote inclui mísseis Patriot, interceptadores de defesa aérea, munições de artilharia de grande calibre e drones.
A medida integra a Lista Prioritária de Necessidades da Ucrânia (PURL), programa de apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) criado em 2022 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e pela aliança militar. Mais de 20 países já investiram bilhões de dólares na iniciativa, que prevê a compra de equipamentos militares, principalmente dos Estados Unidos.
Em comunicado, o Ministério da Defesa do Reino Unido informou que os equipamentos serão entregues antes do inverno. O objetivo declarado é ajudar a Ucrânia a proteger infraestrutura crítica, civis e forças armadas de ataques russos.
A Ucrânia utiliza sistemas avançados de defesa aérea, especialmente interceptadores Patriot norte-americanos, para proteger seu espaço aéreo de ataques com mísseis balísticos russos. O país, porém, tem relatado falta desses interceptadores desde que Estados Unidos e Israel entraram em guerra com o Irã, em fevereiro, desviando fornecimentos.
Apoio britânico
O Reino Unido afirma ser um dos principais apoiadores da Ucrânia desde a invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022. O governo britânico também concordou em fornecer informações sobre componentes do míssil de longo alcance SCALP, versão francesa do Storm Shadow britânico, para que a Ucrânia possa estabelecer linhas de produção locais.
O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, vai copresidir a primeira reunião sob seu comando do Grupo de Contato para a Defesa da Ucrânia, que reúne 50 países fornecedores de equipamento militar a Kiev. Streeting afirmou que as visitas iniciais a Kiev mostraram a importância de manter o apoio durante o inverno, quando Vladimir Putin se prepara para usá-lo como arma em ataques contra alvos civis e energéticos.
Desde o início da invasão em grande escala, o Reino Unido comprometeu cerca de 25 bilhões de libras com a Ucrânia, divididos entre apoio militar e não militar, conforme uma ficha informativa de Westminster.







