São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rússia planeja sete complexos prisionais para mais de 20 mil pessoas até 2035

Projeto prevê instalações em seis áreas russas e na região ucraniana de Kherson, ocupada pelas forças russas.

Rússia planeja sete complexos prisionais para mais de 20 mil pessoas até 2035

A Rússia planeja construir até 2035 sete complexos prisionais com capacidade para mais de 20 mil pessoas, conforme um decreto governamental que altera o programa federal de desenvolvimento do sistema penitenciário. As unidades reunirão centros de prisão preventiva e colônias penais no mesmo espaço.

A capacidade projetada é de 5380 pessoas em prisão preventiva e 15 120 condenadas. Os complexos também deverão ter salas de audiência e escritórios para procuradores, advogados de defesa e comissões de monitoramento público. O projeto inclui tecnologia de vigilância e segurança em toda a infraestrutura.

As instalações estão previstas para as regiões de Kaluga, Astracã e Tiumen, a república da Buriátia, o território de Zabaikalsky e a parte da região ucraniana de Kherson ocupada pelas forças russas. A primeira unidade deve ser aberta no Tartaristão até 2030.

Estimativas preliminares indicam custo entre 13 e 20 bilhões de rublos — entre 134 e 208 milhões de euros — por complexo. O programa inteiro deve superar 230 bilhões de rublos, cerca de 2,4 bilhões de euros. O Ministério da Justiça russo afirma que a concentração das funções permitirá reduzir em 25–30% os custos de manutenção e recuperar o investimento em cerca de dez anos, principalmente com menos transporte de presos e menor necessidade de funcionários.

Queda da população prisional

O plano foi apresentado após uma redução significativa no número de pessoas presas na Rússia. No fim de 2021, havia 465 000 detidos no país. Em 2026, o total caiu para 282 000, uma redução de quase 40%.

Arkady Gostev, diretor do Serviço Federal Penitenciário, disse em maio que o recrutamento de presos como militares contratados para a guerra da Rússia na Ucrânia contribuiu de maneira significativa para a queda. O recrutamento começou no verão de 2022, inicialmente por meio do grupo paramilitar Wagner e, depois, diretamente pelo Ministério da Defesa.

Especialistas em direito criticaram o projeto. Eles afirmam que as regras internas podem permanecer iguais ou se tornar mais restritivas. Também alertam que a transferência das prisões para áreas remotas, sobretudo na Buriátia e em Zabaikalsky, dificultará o acesso de familiares, ativistas de direitos humanos e representantes legais.

Denúncias sobre o sistema penitenciário

Um relatório de 2025 do Relator Especial da ONU para os Direitos Humanos na Rússia concluiu que a tortura continua “sistemática e generalizada” e registrou 258 casos em 2024–2025. Entre os métodos citados estão choques elétricos, espancamentos e simulações de execução.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu, após a revisão periódica universal da Rússia em 2024, que o país tipificasse a tortura como crime autônomo e reforçasse a investigação das denúncias. A Rússia rejeitou a maioria das recomendações.

A Human Rights Watch informou ter documentado, em 2024, tortura contra suspeitos presos após o ataque à casa de espetáculos Crocus City Hall, perto de Moscou. Uma missão de monitoramento da OSCE também relatou superlotação, condições insalubres, alimentação e atendimento médico inadequados e trabalho forçado em centros de detenção russos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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