Ataques russos mataram pelo menos quatro pessoas em Kiev e na região metropolitana na quarta-feira, segundo autoridades locais. Os bombardeios atingiram edifícios residenciais, estabelecimentos comerciais e a infraestrutura elétrica, além de provocarem incêndios, danos a veículos e cortes no fornecimento de energia.
A DTEK, principal fornecedora de energia da Ucrânia, confirmou danos à rede. A empresa informou que seus técnicos restabeleceram o serviço para 8 000 famílias e classificou a noite como difícil para a capital.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que realizou “um ataque maciço com mísseis e drones” contra Kiev e a região ao redor, tendo como alvo a infraestrutura elétrica. Durante a noite, explosões foram ouvidas em diferentes pontos da cidade, enquanto alertas aéreos orientavam a população a buscar abrigo diante da presença de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.
Mortes e danos
O prefeito Vitali Klitschko disse que um motorista da empresa municipal KyivTeploEnergo morreu após um armazém ser atingido. Outras duas pessoas morreram em pontos diferentes da cidade, segundo o prefeito. Os serviços de emergência informaram que uma criança foi encontrada morta sob os escombros de um edifício residencial destruído na região de Kiev.
A preocupação com o abastecimento de energia aumenta com a aproximação do inverno. No ano passado, ataques russos contra o setor deixaram áreas sem eletricidade e aquecimento, enquanto as temperaturas chegaram a -20 ºC. A possibilidade de repetição desse cenário tem levado moradores a considerar deixar a cidade e motivado apelos para a mudança de pessoas vulneráveis e com deficiência para outras regiões.
A Rússia também vem usando drones a jato, mais rápidos e difíceis de interceptar do que os modelos tradicionais baseados nos Shahed iranianos. O presidente Volodymyr Zelenskyy tem pedido aos aliados mais apoio militar, incluindo sistemas norte-americanos para interceptar mísseis balísticos. Na terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “alarmado” com a escalada dos ataques e o número de vítimas civis nos dois lados.







