São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Voos comerciais na União Europeia crescem no verão, apesar do combustível mais caro

A UE registrou mais de dois milhões de voos entre junho e agosto de 2026, mas oito países tiveram queda em relação ao ano anterior.

Voos comerciais na União Europeia crescem no verão, apesar do combustível mais caro

A União Europeia registrou mais de dois milhões de voos comerciais entre junho e agosto de 2026, informou o Eurostat. O movimento cresceu nos três meses em comparação com os mesmos períodos do ano anterior, embora o tráfego tenha recuado em oito dos países do bloco em agosto.

Agosto teve 708 980 voos, alta de 2,3% sobre agosto de 2025 e de 5,7% ante agosto de 2024. Julho concentrou o maior volume do período, com 709 931 voos, enquanto junho somou 662 480. Na comparação anual, o crescimento foi de 2,1% em junho e de 2,8% em julho.

Diferenças entre os países

Em agosto, o número de voos aumentou em 19 países da UE e diminuiu em oito. A Eslováquia teve a maior alta proporcional, de 37%, seguida por Malta, com 12,4%, e Estônia, com 8,3%.

Espanha liderou o crescimento em números absolutos, com 9 600 voos a mais que em agosto de 2025. A Itália acrescentou 8 128, enquanto o aumento eslovaco correspondeu a 1 325 voos.

A maior queda foi registrada na Áustria, de 4,7%. Chipre teve redução de 3%, e a Alemanha, de 2,4%.

Combustível mais caro

A EUROCONTROL informou que os preços europeus do combustível de aviação voltaram a subir em agosto, depois de recuarem na primavera. O preço médio chegou a 3,86 dólares por galão, valor 71% acima do nível anterior à crise no Oriente Médio. A organização atribuiu a alta às tensões geopolíticas e à pressão sobre a oferta.

Em uma previsão divulgada em junho, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estimou que o lucro líquido conjunto das companhias aéreas europeias cairia de 13 bilhões de dólares (11,5 bilhões de euros) em 2025 para 9,6 bilhões em 2026. A entidade apontou os custos de combustível como uma pressão significativa.

A IATA também calculou que as empresas haviam protegido cerca de 70% de suas necessidades de combustível antes da crise atual. Segundo a associação, os custos maiores devem ser repassados em um momento de pressão sobre os preços na Europa, relacionada em parte à dependência de importações do Golfo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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