NOVA YORK — A Times Square passou por um período de decadência antes de se consolidar como uma das principais áreas turísticas da cidade. Hoje, seus telões atraem milhões de visitantes, mas o local já foi associado a bares decadentes, cinemas pornôs, traficantes e prostitutas.
A transformação mais recente começou nos anos 1990, quando o então prefeito Rudolph Giuliani conduziu uma iniciativa para aumentar a segurança, combater o crime e recuperar o interesse de turistas e grandes empresas. A meta era restabelecer a importância da região como marco histórico e turístico de Nova York.
De Long Acre Square a Times Square
No início do século 20, o espaço era conhecido como Long Acre Square e funcionava como ponto de comércio de cavalos e carruagens. O largo ficava no cruzamento da Sétima Avenida com a Broadway.
A mudança ganhou força em 1904, com a construção da primeira linha de metrô da cidade. O jornal The New York Times se transferiu para a Times Tower, prédio que era, naquele período, o segundo mais alto de Nova York. A Times Corporation, dona do jornal, e a IRT Company, responsável pelo metrô, pediram à prefeitura que alterasse o nome da área.
O pedido foi aprovado em 8 de abril de 1904, e o local passou a ser chamado de Times Square. A presença do jornal ajudou a dar origem ao nome, embora a empresa tenha mudado de sede várias vezes desde então. Atualmente, o The New York Times está na Oitava Avenida, perto da antiga localização e da praça.
O período de crescimento da região foi interrompido pela crise econômica de 1929. Nas décadas seguintes, a área entrou em declínio, até que as ações de revitalização dos anos 1990 alteraram novamente sua trajetória.







