São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Não há plano para convocar mulheres na Ucrânia, diz órgão de combate à desinformação

Centro ucraniano afirma que a acusação foi atribuída sem provas ao serviço de informações externas da Rússia.

Não há plano para convocar mulheres na Ucrânia, diz órgão de combate à desinformação

A Ucrânia não discute, neste momento, uma lei para convocar mulheres obrigatoriamente às forças armadas. O Centro de Combate à Desinformação, ligado ao Conselho de Segurança e Defesa Nacional do país, também negou que a União Europeia esteja pressionando Kiev a adotar essa medida.

A alegação passou a circular nas últimas semanas na plataforma X e em canais de Telegram em língua russa. Segundo o centro ucraniano, a origem foi atribuída ao Serviço de Informações Externas da Rússia (SVR), que afirmou, sem apresentar provas, que Bruxelas estaria pressionando a Ucrânia a recrutar mulheres à força.

A mesma narrativa atribuiu a Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, uma declaração de apoio à suposta iniciativa. O órgão ucraniano afirmou que essa atribuição é incorreta e disse não haver indícios de que alguma autoridade política da UE tenha feito tal exigência.

Declaração de comissário europeu

Andrius Kubilius, comissário europeu para a Defesa e o Espaço, também rejeitou a ideia. Em conversa com jornalistas a 11 de setembro, depois da primeira reunião do conselho da Aliança UE-Ucrânia para Drones, ele afirmou não ter “qualquer informação” sobre uma medida desse tipo.

“Diria que seria estranho se a Europa tentasse convencer os ucranianos sobre como devem organizar a mobilização, incluindo a mobilização de mulheres”, disse Kubilius. Ele acrescentou que não se surpreendia com a origem atribuída ao Kremlin.

Mulheres podem entrar voluntariamente nas forças de defesa ucranianas. De acordo com o Centro de Combate à Desinformação, porém, não há planos atuais para uma mobilização obrigatória nem projeto nesse sentido em discussão no Parlamento.

O órgão também contestou uma alegação anterior, segundo a qual meios de comunicação ocidentais estariam promovendo uma campanha pela convocação de mulheres. A narrativa teria usado como base um artigo sobre mulheres que servem no Exército, mas a referência à mobilização apareceu apenas uma vez, em uma opinião pessoal de uma operadora de drones identificada como Katya. Ela mencionou Israel e disse que gostaria de ver um modelo semelhante na Ucrânia; o artigo não defendia a adoção da medida.

Debate em outros países europeus

O tema do recrutamento feminino ganhou espaço em outros países. A Dinamarca estendeu o serviço militar obrigatório às mulheres a partir de julho de 2025, e as primeiras participantes devem entrar no sistema em 2026, por meio de um modelo semelhante a uma loteria. Noruega e Suécia já mantêm modelos de conscrição universal.

Na Alemanha, o governo decidiu, no final de 2025, criar um modelo voluntário de serviço militar para homens. A decisão também provocou debate sobre a participação das mulheres nas forças armadas. Na maioria dos países europeus com serviço obrigatório, contudo, o recrutamento feminino é voluntário.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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