A União Europeia aprovou um acordo de € 6,6 bilhões para a Ucrânia. O valor já havia sido transferido a Kiev, mas o reembolso aos Estados-membros estava pendente havia anos, informou nesta sexta-feira (25) a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas.
Os recursos vêm do Fundo Europeu para a Paz e serão usados para reembolsar países que forneceram ajuda militar à Ucrânia. Do total, € 4,7 bilhões retornarão aos Estados-membros. Outros € 900 milhões financiarão a missão europeia de treinamento das forças ucranianas, enquanto € 1 bilhão será destinado a novos projetos de compra conjunta de armamentos.
Alguns países já indicaram que pretendem usar os valores devolvidos para financiar novos projetos de armamentos com Kiev. O processo estava bloqueado pelo veto da Hungria, de Viktor Orbán, e foi desbloqueado após a vitória de Peter Magyar nas eleições de abril no país.
Kallas afirmou que as ações russas procuram intimidar a Europa, mas que o bloco mantém o apoio à Ucrânia. “A Europa está fazendo exatamente o contrário”, disse.
Produção de interceptadores Patriot
O anúncio europeu ocorreu no mesmo momento em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que Donald Trump confirmou a autorização para a Ucrânia fabricar interceptadores avançados Patriot. Segundo Zelensky, a confirmação ocorreu durante o encontro entre os dois em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
A autorização já havia sido sinalizada por Trump em julho. Depois, o presidente americano afirmou que Washington deveria ser “muito cauteloso” antes de permitir a produção dos mísseis pela Ucrânia. No início de setembro, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os dois países negociavam a fabricação dos interceptadores, mas afirmou que uma eventual autorização não resolveria imediatamente a escassez.
Os interceptadores PAC-3, usados nos sistemas Patriot, são descritos pelo governo ucraniano como capazes de destruir mísseis balísticos. Zelensky afirmou no mês passado que Kiev precisa de 5% dos interceptadores americanos para enfrentar o inverno no hemisfério norte e de 10% para destruir todos os mísseis balísticos russos.
Ataques na Ucrânia
Um drone atingiu um prédio residencial em Kiev nesta sexta-feira e matou um menino de 14 anos. Zelensky classificou o ataque como “absolutamente selvagem e repugnante, desprovido de qualquer lógica militar”. Apartamentos dos 9º e 10º andares do edifício ficaram carbonizados.
Na região de Odessa, no sul do país, outra pessoa morreu em um ataque contra uma agência dos correios, de acordo com as autoridades. Autoridades russas também relataram a morte de três pessoas em um bombardeio realizado por Kiev na parte da região de Zaporíjia ocupada por Moscou.







