São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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UE avalia liberar reservas de petróleo sob pressão dos Estados Unidos

Comissão Europeia discute ação coordenada para conter preços, enquanto Ucrânia busca recursos para 2027.

UE avalia liberar reservas de petróleo sob pressão dos Estados Unidos

A União Europeia avalia liberar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços, em meio à pressão dos Estados Unidos por uma ação coordenada. A decisão depende dos governos nacionais, que discutem o tema por meio da Agência Internacional da Energia (AIE), sediada em Paris.

O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, afirmou que o uso das reservas é uma das alternativas em análise. A Comissão Europeia também realizou uma reunião com vários países, incluindo o Reino Unido, para avaliar diferentes cenários.

A oferta de combustíveis foi afetada pela guerra no Irã e pela redução da capacidade de refino. Nos Estados Unidos, o diesel chegou a US$ 7 por galão nos últimos dias. O petróleo Brent tem sido negociado entre US$ 97 e US$ 102 por barril desde o fim de setembro, alta de US$ 25 a US$ 30 em relação ao período anterior à guerra.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu que os países europeus disponibilizassem novos estoques imediatamente. A pressão ocorre antes das eleições de meio de mandato, consideradas uma prioridade para o presidente Donald Trump.

Financiamento da Ucrânia

A Comissão Europeia declarou que as necessidades orçamentárias e militares da Ucrânia para 2026 estão cobertas. O anúncio encerrou as discussões sobre um déficit de US$ 27 bilhões apontado pelo Ministério da Defesa ucraniano no fim de agosto.

O valor havia provocado conversas técnicas entre Kiev e Bruxelas. A Comissão Europeia manteve distância do montante e pediu que a Ucrânia priorizasse reformas necessárias para liberar um empréstimo de € 90 bilhões.

O foco agora deve se voltar para 2027. A Ucrânia estima um déficit de US$ 78 bilhões no próximo ano: US$ 32,6 bilhões para o orçamento e US$ 45 bilhões para as forças armadas. O Fundo Monetário Internacional participa das discussões, mas ainda não apresentou uma estimativa atualizada.

Segundo Julie Kozack, diretora do departamento de comunicação do FMI, o déficit depois de 2026 dependerá da evolução da guerra, das reformas, do desempenho econômico e do apoio dos parceiros internacionais.

Montenegro e migração

Durante visita aos Bálcãs Ocidentais, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu que Montenegro resolva questões bilaterais com a Croácia. Os conflitos podem afetar o calendário para que o país se torne o 28.º membro da UE até 2028.

Von der Leyen também defendeu apoio entre os partidos montenegrinos ao processo de adesão. A política do país foi afetada pela controvérsia após o presidente do Parlamento, Andrija Mandić, publicar condolências pela morte de Ratko Mladić, em agosto.

A presidente da Comissão afirmou ainda que a UE precisa revisar suas instituições, políticas e orçamento para receber novos Estados-membros.

Em outra frente, a Grécia propôs suspender o direito de pedir asilo na UE em situações de chegada massiva de migrantes irregulares. O ministro da Migração e Asilo, Thanos Plevris, apresentou a ideia em uma reunião ministerial em Luxemburgo.

A proposta prevê um mecanismo excepcional, chamado Regime Especial de Derrogação, para casos de aumento rápido das chegadas, pressão sobre estruturas locais e indícios de organização dos fluxos por países terceiros. A medida permitiria devolver migrantes sem avaliação individual dos pedidos e poderia resultar em devoluções coletivas, atualmente proibidas pelo direito da UE.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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