São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Denny Cardoso terá consulta neurológica custeada pelo poder público em até 30 dias

Decisão do TJPE prevê atendimento na rede privada se não houver vaga pública ou credenciada no prazo determinado.

Denny Cardoso terá consulta neurológica custeada pelo poder público em até 30 dias
Foto: Reprodução/WhatsApp

A artesã Denny Cardoso deverá passar por consulta e avaliação neurológica em até 30 dias, conforme decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O atendimento deverá ser providenciado pelo governo de Pernambuco e pela Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Se não houver vaga na rede pública ou credenciada dentro do prazo, os dois órgãos terão de custear integralmente um serviço compatível na rede privada. A decisão foi assinada na quinta-feira (3) pelo juiz Rômulo Macedo Bastos, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Jaboatão.

O pedido foi apresentado pela defesa de Denny em 9 de junho. A artesã busca atendimento especializado para tratar sequelas e limitações de movimento que atribui a uma intoxicação por mercúrio. A ação também solicitou o financiamento público de terapia de quelação, usada contra envenenamento por metais, e do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A análise desses dois pedidos ainda depende de uma avaliação técnica do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário, que não havia sido entregue quando a decisão foi proferida.

Investigação sobre a intoxicação

Denny atuou por mais de dez anos no projeto Arte na Medicina, que oferecia aulas de artesanato a pacientes e familiares em um anexo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife. Maria Aparecida Rodrigues de Araújo participava do projeto havia cerca de três anos.

Segundo o relato da artesã, os sintomas começaram no segundo semestre de 2024, com dores abdominais, músculos enrijecidos e dificuldade para andar e urinar. Depois de se afastar do trabalho por problemas de saúde, ela retornou ao local e disse ter flagrado Maria Aparecida mexendo em seus pertences.

Denny também relatou ter encontrado pequenas bolas metálicas na água que bebia. Ela deixou um celular gravando na sala e registrou, em dois momentos, a aluna colocando uma substância em sua garrafa. O exame toxicológico apontou concentração de 21 microgramas de mercúrio por mililitro de sangue, e a perícia identificou o metal na água da garrafa.

Para a polícia, Maria Aparecida praticou tentativa de homicídio motivada por ciúme de um namorado. A investigação levou mais de um ano para ser concluída, mas voltou à corporação depois de o Ministério Público apontar lacunas relevantes nas provas e solicitar novas diligências. A defesa da suspeita afirma que ela não se lembra do ocorrido.

A médica responsável pelo laudo estimou que Denny ingeriu mercúrio durante um período de oito meses a um ano. A artesã continua sentindo dores no abdômen e segue em tratamento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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