SÃO PAULO — Augusto Cury (Avante) afirmou que não apoiaria Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno e disse que um eventual apoio a Flávio Bolsonaro (PL) dependeria de condições específicas. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (10), durante um encontro na Genial Investimentos, em São Paulo.
Cury afirmou que Flávio Bolsonaro teria de apresentar explicações sobre o filme “Dark Horse” e comprovar, segundo o candidato, que não é corrupto. Também condicionou o apoio à adesão ao seu programa de governo. Para isso, Flávio deveria registrar o plano e assumir o compromisso de cumprir as propostas apresentadas por Cury.
“Ele teria que provar que não é corrupto e teria que explicar o Dark Horse”, disse o candidato. Ao comentar a possibilidade de ficar fora da disputa, Cury declarou: “Eu não apoiaria em hipótese nenhuma”. A resposta provocou gritos da plateia.
Na sequência, Cury afirmou que Lula deveria se aposentar. Apesar das críticas, ele fez uma avaliação positiva sobre o início do primeiro governo do petista. O candidato também disse que suas declarações não deveriam ser vistas como ataques pessoais e defendeu que os adversários respondam por suas gestões e propostas.
Ministério da Fazenda
Cury afirmou que ainda não escolheu quem comandaria o Ministério da Fazenda em um eventual governo. Segundo ele, existem conversas com nomes conhecidos do mercado, mas nenhum compromisso foi fechado.
O candidato confirmou que conversou com Mansueto Almeida e Marcos Lisboa e que pretende procurar Armínio Fraga. Ele disse manter diálogo com diferentes economistas e evitou indicar um nome favorito para a pasta. “Eu estou conversando com vários”, afirmou.







