São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Dino manda PF assumir provas de investigação ligada ao filme Dark Horse

Decisão do ministro também retirou o sigilo do caso e citou suspeitas envolvendo emendas, São Paulo, PCC e Mário Frias.

Dino manda PF assumir provas de investigação ligada ao filme Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que celulares, computadores, documentos e dados extraídos de aparelhos de investigados sejam entregues à Polícia Federal (PF). A Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo deverá repassar à corporação o material bruto obtido na apuração relacionada ao filme Dark Horse.

A ordem inclui a transferência dos equipamentos e documentos para a custódia da PF. Dino atribuiu ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a adoção das medidas necessárias junto às autoridades estaduais para o cumprimento imediato da decisão.

Sigilo retirado

Na mesma decisão, tomada neste domingo, o ministro retirou o sigilo da investigação sobre o filme. Dino afirmou que os elementos reunidos reforçam a hipótese de um esquema de destinação e desvio de recursos públicos, com destaque para emendas parlamentares federais e para a Prefeitura de São Paulo.

O despacho menciona possíveis vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e faz referência reiterada ao deputado federal Mário Frias (PL-SP). Para os investigadores, Frias teria papel de liderança na suposta estrutura criminosa. Ele é roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e nega irregularidades.

Dino também disse que as investigações devem ser públicas porque proprietários de bancos, políticos e magistrados aparecem como suspeitos em procedimentos. No despacho, citou decisão do ministro André Mendonça que retirou o sigilo de outros casos relacionados ao Banco Master, após solicitação do presidente do STF, Edson Fachin.

Procedimentos investigados

Um dos procedimentos apura o possível uso de dinheiro do Banco Master no custeio de Dark Horse e envolve um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), para a instalação de pontos de Wifi na periferia da capital. Karina Gama, sócia da GoUp, representa a entidade.

O segundo inquérito examina emendas enviadas por deputados federais ao ICB. A suspeita é que os valores tenham chegado à GoUp por meio de triangulação com empresas intermediárias. No âmbito dessa investigação, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. A apuração era conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e passou ao STF.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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