O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2) que Luiz Inácio Lula da Silva participará dos debates do segundo turno e pretende enfrentar diretamente Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Edinho, Lula talvez não consiga comparecer a todos os encontros para os quais for convidado, mas estará presente nessa etapa da eleição.
“Ele vai aos debates porque vai ter o confronto direto, ele e Flávio, que é o que ele quer”, disse Edinho. O dirigente afirmou que a estratégia busca mostrar ao eleitorado as diferenças entre os dois candidatos.
Preparação e alianças
Edinho declarou que o PT está preparado para o segundo turno e aberto a negociações com outras forças políticas. O objetivo, segundo ele, é formar uma ampla política de alianças para a reeleição de Lula.
O presidente do partido também voltou a defender a ausência de Lula nos debates do primeiro turno. Ele disse que o presidente nunca afirmou que participaria dessa fase e argumentou que um debate não deve provocar desgaste para um candidato. A declaração ocorreu após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impedir que a TV Globo exibisse o púlpito vazio de Lula no debate de quinta-feira (1), antes de o encontro ser cancelado.
Edinho acrescentou que, caso Lula tivesse participado, poderia ter sido uma das principais vítimas de Renan Santos, candidato do Missão.
Sobre a disputa no Congresso, o dirigente disse estar otimista com o resultado para o Senado e confiante de que o campo democrático seja majoritário na Casa. Na Câmara dos Deputados, afirmou que o PT calcula a possibilidade de ultrapassar 80 parlamentares depois da eleição.
Edinho também declarou que não deve haver interferência internacional na eleição brasileira. Ao comentar a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou-o de “maior líder fascista do século 21” e associou a avaliação às políticas contra imigrantes, que classificou como violentas.







