São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

TSE veta exibição de púlpito vazio de Lula em debate da TV Globo

Decisão da ministra Estela Aranha também impede perguntas de candidatos ao presidente, que não participará do encontro.

TSE veta exibição de púlpito vazio de Lula em debate da TV Globo

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a TV Globo de exibir o púlpito reservado ao presidente Lula durante o debate desta quinta-feira, 1º. A emissora também não poderá permitir que os candidatos presentes façam perguntas ao petista ausente.

Lula decidiu não participar do encontro e dará uma entrevista ao Flow no mesmo horário. O presidente é candidato pelo PT.

Decisão sobre as regras

A TV Globo previa manter vazia a cadeira destinada ao candidato que não comparecesse, com a identificação do ausente. O regulamento também autorizava os demais participantes a formular perguntas ao adversário que optasse por não ir ao debate.

Na avaliação de Estela Aranha, essas regras podem ultrapassar a organização do programa e criar desequilíbrio entre os concorrentes. A ministra afirmou que a legislação permite acordos entre emissoras e candidaturas sobre o funcionamento dos debates, mas que essa autonomia deve respeitar as garantias de equilíbrio e a proibição de tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.

“Essa autonomia não afasta a necessária observância das garantias legais”, declarou a relatora.

Aranha também destacou que a concordância do candidato com o regulamento não torna obrigatória sua presença. Para ela, as regras não podem ser coercitivas porque isso restringiria os direitos políticos do candidato, cuja participação é facultativa conforme a legislação.

Com a decisão, a TV Globo deverá realizar o debate sem mostrar a cadeira ou o púlpito destinado a Lula e sem permitir que os candidatos dirijam perguntas a ele durante o programa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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