WASHINGTON — O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16) reuniões com integrantes do governo de Donald Trump. A dupla busca apoio para a retomada de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e para a inclusão de Flávio Dino na lista de autoridades punidas.
As primeiras conversas ocorreram com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Para quinta-feira (17), estão previstas reuniões com integrantes da Casa Branca.
Caso Master no centro das conversas
A principal pauta é a situação de Moraes no Caso Master. O Supremo Tribunal Federal suspendeu a análise de um pedido de investigação contra o ministro depois que Dino pediu vista. Com isso, ficou sem definição o eventual avanço da apuração envolvendo o magistrado.
A sessão desta terça-feira (15) terminou sem decisão sobre os próximos passos. Eduardo Bolsonaro pretende apresentar aos representantes do governo Trump detalhes do julgamento e defender novas medidas contra integrantes do Supremo.
O Caso Master envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A discussão no plenário tratava de um relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de Vorcaro. A análise foi interrompida pelo pedido de vista de Dino, mantendo indefinida a tramitação do caso.
Moraes já havia sido alvo da Lei Magnitsky em 2025, mas as sanções foram retiradas posteriormente pelo governo norte-americano após pedidos de empresários brasileiros e de integrantes do governo Lula.
Há resistência dentro do próprio governo Trump sobre o momento de uma eventual nova rodada de punições. Uma ala da administração teme que medidas contra ministros do STF antes das eleições brasileiras fortaleçam o discurso do presidente Lula em defesa da soberania nacional.
A crise também envolve o ministro André Mendonça. Os casos relativos a Moraes e Mendonça seguem separados, e a análise sobre Mendonça está prevista para o dia 23.






