São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Eletricista tinha autorização para movimentar contas de ONG investigada pela PF

Vanderlei Natividade aparece como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil, que recebeu emendas e assinou contrato de R$ 108 milhões.

Eletricista aparece como tesoureiro de ONG ligada a ‘Dark Horse’ que movimentou R$ 83 milhões - A Nova Democracia

O eletricista industrial Vanderlei Magalhães Natividade aparece como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e tinha autorização para movimentar todas as contas da entidade. Conforme decisão de Flávio Dino, o instituto teria operado mais de R$ 83 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024.

Natividade oferecia serviços de reparos industriais, instalação de câmeras e alarmes, controle de acesso e atividades de bombeiro na Brasilândia. Em 10 de setembro, a Polícia Federal vasculhou o endereço onde ele morava e Dino determinou que o eletricista não deixasse o país.

O ICB recebeu emendas de Mário Frias e assinou com a Prefeitura de São Paulo um contrato de R$ 108 milhões para instalar pontos de internet sem fio. A entidade também aparece em um circuito no qual R$ 8,55 milhões foram transferidos a uma empresa que redistribuiu recursos para firmas registradas em nome de trabalhadores pobres.

Em maio, Natividade foi encontrado em uma casa simples construída no fundo de um terreno na Brasilândia, onde também moravam familiares de Karina. Ele se apresentou como parente de consideração da empresária. Nos documentos do instituto, porém, tinha poderes para movimentar todas as contas, inclusive as que concentraram as operações de maior valor.

A função exercida por Natividade e a identidade de quem comandava as operações milionárias são investigadas pela PF. Até a última atualização, a defesa do eletricista não havia se manifestado. Karina disse ter entregue mais de 20 mil páginas às autoridades e apresentou reclamação ao STF para questionar a competência da investigação, sem contestar o mérito. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que uma apuração municipal não encontrou irregularidades no contrato.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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