São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Fatima El Mansouri é escolhida para chefiar governo do Marrocos

Nomeação feita pelo rei Mohammed VI ocorre após o partido de El Mansouri vencer as eleições legislativas.

Fatima El Mansouri é escolhida para chefiar governo do Marrocos

Fatima Ezzahra El Mansouri foi nomeada pelo rei Mohammed VI para chefiar o governo do Marrocos. A escolha ocorreu após a vitória do Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM) nas eleições legislativas da semana passada, informou um comunicado do Palácio Real. É a primeira vez que uma mulher assume a liderança do governo do país.

El Mansouri, coordenadora nacional do PAM, foi recebida pelo monarca no palácio real de Rabat e recebeu a tarefa de formar a nova administração. Como o partido não obteve maioria absoluta, ela terá de negociar com outras legendas para criar uma coalizão com mandato de cinco anos. As decisões sobre os setores estratégicos do país continuam sob prerrogativa do rei.

Resultado eleitoral e trajetória

O PAM conquistou 97 das 395 cadeiras da Câmara dos Representantes, em uma eleição com participação de 38%, a menor em quase duas décadas. O Reagrupamento Nacional dos Independentes (RNI), partido do atual chefe de governo, Aziz Akhannouch, ficou em segundo lugar, com 66 cadeiras — cerca de 30 a menos que nas eleições legislativas de 2021. O Partido Istiqlal terminou em terceiro, com 65 assentos.

Na oposição, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD), de orientação islâmica, passou de 13 para 54 cadeiras. O secretário-geral da legenda, Abdelilah Benkirane, afirmou após a votação que o partido não participaria da futura maioria governista.

Advogada de 50 anos, El Mansouri entrou no PAM quando a sigla foi criada, em 2008, por Fouad Ali El Himma, atual conselheiro de Mohammed VI. Em 2011, ele deixou o partido. Em 2009, aos 33 anos, ela se tornou a primeira mulher a ocupar a prefeitura de Marrakech. Atualmente, cumpre seu segundo mandato, iniciado em 2021.

El Mansouri também foi ministra da Habitação no governo anterior e eleita deputada nas eleições de 23 de setembro. Durante a campanha, o PAM prometeu crescimento médio de 5% ao ano, inflação em torno de 2% e a criação de pelo menos um milhão de empregos durante o mandato.

A eleição ocorreu em meio à desconfiança na classe política e à preocupação com o desemprego e as desigualdades, sobretudo entre os jovens. A falta de perspectivas voltou ao centro do debate após o fluxo massivo de migrantes em direção ao enclave espanhol de Ceuta, no fim de julho. A nova chefe de governo terá de lidar com esses problemas e buscar recuperar a confiança da população nas instituições e na ação pública.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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