São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro exonera assessor que deixou a Caixa após denúncia de assédio

Celso Leonardo Barbosa foi contratado em junho de 2025 por R$ 20,7 mil mensais e deixou o cargo após questionamentos sobre seu histórico.

Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual

O senador Flávio Bolsonaro contratou Celso Leonardo Barbosa, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal demitido após uma denúncia de assédio sexual, para atuar como assessor parlamentar. A nomeação ocorreu em junho de 2025, com salário mensal de R$ 20,7 mil. Barbosa foi exonerado depois que o gabinete do senador foi questionado sobre sua permanência na equipe.

Barbosa era ligado ao então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que deixou o banco após denúncias de assédio sexual. Uma empregada da instituição afirmou ter sido assediada sexualmente por Barbosa durante uma viagem a Goiás, no contexto do programa Caixa Mais Brasil, também citado nas denúncias contra Guimarães.

Em 2022, duas empregadas relataram que um vice-presidente da Caixa teria sugerido a uma funcionária que trocasse de roupa e fosse até a piscina de um hotel para encontrar Guimarães. Segundo uma testemunha, o executivo teria feito convites de natureza sexual à funcionária.

Em entrevista, uma empregada acusou Barbosa de acobertar os assédios atribuídos a Guimarães. Após deixar a Caixa, Barbosa formalizou um acordo de não persecução penal com a Justiça no processo relacionado ao caso de assédio, assumindo culpa e prestando serviços comunitários. Ele também responde a um processo por falsidade ideológica. A denúncia afirma que informações inverídicas teriam sido inseridas em documentos usados em sua indicação ao cargo de vice-presidente da Caixa.

Atuação profissional

Além do trabalho no gabinete, Barbosa atuava como professor da Fundação Dom Cabral. A instituição informou que ele estava cadastrado como “professor convidado eventual, sem vínculo empregatício”. Registros em suas redes sociais mostram aulas e palestras realizadas durante o horário de expediente, inclusive fora de Brasília.

Flávio Bolsonaro afirmou que Barbosa omitiu pendências judiciais e violou normas do Senado ao exercer atividades particulares durante o expediente. “Diante da gravidade dos fatos, o desligamento foi realizado de forma imediata”, declarou o senador.

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, afirmou que a entidade havia cobrado providências da direção da Caixa diante das denúncias contra Guimarães e integrantes de sua equipe. Para ela, a contratação de Barbosa como assessor parlamentar, com remuneração superior a R$ 20 mil, representa uma premiação a alguém com histórico de abusos e ilegalidades.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5